A visita de Biden reforça o interesse dos Estados Unidos em políticas de preservação ambiental e o compromisso com a cooperação internacional em questões climáticas
A visita do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, à Amazônia é cercada de sigilo e segurança, com poucos detalhes divulgados sobre sua agenda. Fontes informam que a passagem de Biden por Manaus, marcada para domingo (17), terá uma programação breve e inclui locais simbólicos da região amazônica, embora nada tenha sido confirmado oficialmente pela embaixada americana.
Entre os destinos cogitados para uma visita estão o Museu da Amazônia (Musa), famoso por seu trabalho de pesquisa científica e ecoturismo, o porto de Iranduba (a cerca de 40 quilômetros da capital amazonense), e o arquipélago de Anavilhanas, em Novo Airão. A expectativa é que Biden grave um vídeo em algum desses locais, destacando a importância da preservação da floresta amazônica para o planeta.
A possibilidade de uma visita ao Musa gerou tratativas entre as equipes do museu e os organizadores da visita, embora os detalhes sejam mantidos em total sigilo. As tratativas incluem medidas de segurança rigorosas e planejamento estratégico para acomodação da presença do presidente americano.
Outro ponto relevante da visita é o possível encontro com lideranças indígenas, algo que, segundo fontes, também está sendo cuidadosamente articulado. Ainda não foram divulgados quais representantes indígenas participaram desse encontro, mas espera-se que o evento reforce o apoio à proteção das comunidades tradicionais e da floresta.
A visita de Biden reforça o interesse dos Estados Unidos em políticas de preservação ambiental e o compromisso com a cooperação internacional em questões climáticas. A rápida passagem do presidente pela Amazônia destaca o valor simbólico e ambiental da região, havia a expectativa de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participasse da agenda, mas o Palácio do Planalto não confirmou essa informação.
Após Manaus, Biden segue para o Rio de Janeiro, onde participará da cúpula G20 e de um encontro bilateral com Lula. O secretário de estado dos EUA acompanhará o presidente nas agendas no Brasil.