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Japão dissolve Parlamento e convoca eleições antecipadas para 8 de fevereiro

Primeira-ministra Sanae Takaichi mira ampliar base do governo após três meses no cargo.

23 de Janeiro de 2026
Foto: EFE / EPA / FRANCK ROBICHON

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, dissolveu nesta sexta-feira (23) a Câmara dos Representantes, conhecida como Câmara Baixa, e oficializou a convocação de eleições legislativas antecipadas para o dia 8 de fevereiro. A decisão ocorre após três meses de governo e, segundo a premiê, tem como objetivo consolidar apoio político e transformar sua popularidade em mais assentos no Parlamento.

A dissolução foi anunciada pelo presidente da Câmara japonesa, Fukushiro Nukaga, durante a abertura da sessão. “De acordo com o artigo 7º da Constituição, a Câmara é dissolvida”, declarou, antes de o plenário ser esvaziado poucos minutos depois.

Takaichi havia comunicado na segunda-feira (19) que convocaria eleições gerais antecipadas, decisão que classificou como “muito difícil”. Com isso, o país entra em uma campanha considerada curta, com apenas 16 dias até a realização do pleito.

Apesar do alto índice de aprovação, a primeira-ministra governa com maioria estreita na Câmara Baixa, a mais importante entre as duas casas do Parlamento japonês, e está em minoria na Câmara Alta. A expectativa do governo é garantir maioria a partir da aliança entre o Partido Liberal Democrático (PLD), liderado por Takaichi, e o novo parceiro de coligação, o Partido da Inovação do Japão (Ishin).

Ao todo, 465 cadeiras estarão em disputa e, para obter maioria simples, a coalizão precisará alcançar pelo menos 233 parlamentares. “Vamos nos esforçar para obter a maioria na coligação e, além disso, alcançar a estabilidade política”, afirmou o secretário-geral do PLD, Shunichi Suzuki, em entrevista à televisão após a dissolução.

Suzuki também defendeu que as eleições, apresentadas pela premiê como um teste de liderança, são necessárias para consolidar o aumento da despesa pública, previsto em um plano do governo para impulsionar a economia japonesa, considerada há muito tempo estagnada.

Takaichi chegou ao poder em outubro do ano passado, após vencer as primárias do PLD, convocadas depois da renúncia do então primeiro-ministro Shigeru Ishiba, que deixou o cargo após sucessivas derrotas eleitorais.

Agora, a premiê ultraconservadora terá de enfrentar a Aliança Reformista Centrista, novo grupo político formado pela união do Partido Democrático Constitucional (PDC), principal força da oposição, com o Komeito, legenda budista que foi aliada do PLD por mais de duas décadas, mas rompeu com o partido governista após a eleição de Takaichi como líder.

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