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Japão adota alarmes para proteger idosos contra ondas de calor extremo

Dispositivo mede temperatura, umidade e pode acionar serviços de emergência rapidamente.

21 de Setembro de 2025
Foto: Divulgação

O Japão enfrenta ondas de calor cada vez mais intensas, que colocam em risco especialmente a população idosa. No mês passado, o país registrou a temperatura mais alta da história, com 41,8°C na província de Gunma. Diante desse cenário, autoridades incentivam o uso de um dispositivo de alarme que mede a temperatura e a umidade do ambiente, ajudando a prevenir casos de insolação.

O aparelho é recomendado principalmente para idosos que vivem sozinhos. Além de monitorar as condições climáticas, conta com um botão de emergência que pode acionar rapidamente os serviços de saúde. A iniciativa é parte de uma campanha nacional que busca reduzir os impactos das altas temperaturas, cada vez mais frequentes no verão japonês.

Segundo o governo, o dispositivo integra um pacote de medidas adotadas para enfrentar os milhares de casos de insolação e mortes provocadas pelo calor extremo. Entre as ações também estão o fornecimento de ajuda financeira para compra de aparelhos de ar-condicionado e a instalação de pontos de resfriamento espalhados por diversas cidades.

Outra tecnologia em fase de testes é um relógio de pulso capaz de detectar alterações na temperatura corporal. A preocupação é que, em muitos casos, os idosos não percebam a intensidade do calor, mas ainda assim estejam em risco de insolação. O dispositivo envia alertas preventivos, reforçando a proteção dessa parcela da população.

Além da tecnologia, algumas cidades japonesas criaram programas comunitários de apoio. Voluntários visitam residências, principalmente de pessoas idosas, para fornecer informações sobre como se refrescar e verificar se os moradores precisam de ajuda. Essas visitas se tornaram essenciais em bairros com altas taxas de envelhecimento populacional.

Em 2025, o Japão registrou seu verão mais quente pelo terceiro ano consecutivo. Apenas em agosto, Tóquio enfrentou nove dias seguidos com temperaturas acima de 35°C, marca que preocupa autoridades de saúde pública e especialistas em mudanças climáticas.

A vulnerabilidade é agravada pelo fato de o Japão ser o país com a maior proporção de idosos do mundo. Muitos deles vivem sozinhos, sem rede de apoio familiar próxima, o que aumenta os riscos em períodos de calor extremo.

Para especialistas, as medidas mostram a urgência em adotar soluções tecnológicas e sociais diante das mudanças climáticas. O governo japonês afirma que continuará investindo em programas de prevenção, buscando evitar novas tragédias em meio a verões cada vez mais longos e sufocantes.

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