Ofensiva ocorre após nova escalada entre Israel e Irã e amplia tensão no Oriente Médio.
Fumaça é vista da enseada de Tiro, no sul do Líbano, após um ataque de Israel à cidade, em 9 de junho de 2026
Israel voltou a atacar o Líbano nesta terça-feira (9), atingindo a cidade histórica de Tiro, no sul do país. Segundo o Ministério da Saúde libanês, ao menos oito pessoas morreram no bombardeio. A ofensiva ocorre em meio à nova escalada entre Israel e Irã, que trocaram ataques nos últimos dias, apesar de apelos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo fim das hostilidades.
O ataque atingiu a periferia leste de Tiro após Israel emitir uma ordem de evacuação para a cidade. Milhares de moradores deixaram a região diante do risco de novos bombardeios. De acordo com a Reuters, esta foi uma das ofensivas mais letais contra Tiro desde o início da atual fase do conflito entre Israel e o Hezbollah.
A nova ação israelense ocorre após a suspensão dos ataques diretos entre Israel e Irã, anunciada na segunda-feira (8). No domingo (7), Teerã havia atacado Israel em resposta a bombardeios israelenses contra o Líbano. Horas depois, Israel bombardeou pontos do território iraniano, incluindo alvos em Teerã. O Irã afirmou que responderia a qualquer nova ofensiva israelense contra o sul do Líbano ou a capital Beirute.
O governo israelense afirma que as operações no Líbano têm como alvo integrantes do Hezbollah. Já autoridades libanesas acusam Israel de manter bombardeios mesmo durante o cessar-fogo anunciado em abril. Segundo a Reuters, o primeiro-ministro libanês afirmou na segunda-feira (8) que Israel realizou quase 3.500 ataques ao país durante a trégua.
A ofensiva aumenta a pressão internacional por uma nova tentativa de desescalada no Oriente Médio. O Guardian informou que o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu a interrupção imediata das hostilidades, enquanto Trump voltou a defender negociações para conter a crise regional.