Crise no Oriente Médio pressiona economia global e trava avanço das negociações.
O Irã apresentou aos Estados Unidos uma proposta para reabrir o Estreito de Hormuz e retomar as negociações diplomáticas em meio à crise no Oriente Médio. O plano, segundo informações, foi enviado por meio de mediadores paquistaneses e prioriza a retomada da navegação no Golfo, deixando as discussões sobre o programa nuclear para uma etapa posterior.
A iniciativa iraniana busca reduzir as tensões e minimizar os impactos globais causados pelo bloqueio logístico na região. O Estreito de Hormuz é uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo, o que torna sua reabertura estratégica para a economia internacional.
A resposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi imediata e condicionada. Em entrevista ao programa The Sunday Briefing, da Fox News, ele afirmou que está aberto ao diálogo, mas impôs como ??? essencial o abandono das ambições nucleares por parte do Irã. “Se eles quiserem conversar, podem nos ligar. Temos linhas seguras e confiáveis”, declarou.
Trump reforçou que não haverá avanço nas negociações sem essa condição. “Sem isso, não há motivo para reunião”, afirmou, indicando que a questão nuclear permanece como principal ponto de impasse entre os dois países.
Os reflexos da crise já atingem os mercados globais. Nesta segunda-feira (27), o preço do petróleo registrou alta, enquanto o dólar apresentou leve valorização no mercado asiático. Ao mesmo tempo, contratos futuros de ações americanas recuaram diante da incerteza sobre o transporte marítimo na região.
O conflito teve início em 28 de fevereiro, com ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel, e já deixou milhares de vítimas. Apesar de um cessar-fogo ter reduzido a intensidade dos confrontos, as negociações seguem travadas pela exigência iraniana de manter o direito ao enriquecimento de urânio.
As tratativas diplomáticas sofreram um novo revés no último sábado, quando Trump cancelou o envio de representantes americanos ao Paquistão para reuniões com delegações iranianas. Ainda assim, o chanceler iraniano Abbas Araqchi mantém agenda ativa, com visitas ao Paquistão, Omã e Rússia, onde busca apoio internacional para avançar nas negociações.