Amazonas

Ipaam fiscaliza pesca do mapará e alerta sobre restrições no Lago Janauacá

O Instituto reforça que é necessário respeitar os tamanhos mínimos para garantir a preservação do ecossistema

17 de Marco de 2025
Foto: José Narbaes/Ipaam

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) realizou ações de fiscalização e orientação durante a 17ª edição da Pesca do Mapará, no Lago Grande do Janauacá , em Manaquiri, a 60 quilômetros de Manaus. O evento ocorreu no domingo (16) e reuniu pescadores da região, que receberam instruções sobre as normas ambientais e os tamanhos mínimos permitidos para captura das espécies liberadas.

A pesca do mapará e de outras sete espécies – aruanã, caparari, surubim, matrinxã, pirapitinga, sardinha e pacu – está autorizada desde domingo. No entanto, o Ipaam reforça que é necessário respeitar os tamanhos mínimos para garantir a preservação do ecossistema. Entre as restrições, destacam-se o pacu (15 cm), surubim (80 cm), caparari (80 cm) e tambaqui (55 cm).

A operação de fiscalização começou no dia 13 de março, antes do início da pesca do mapará, com o objetivo de garantir o cumprimento do período de defeso. O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, destacou o compromisso dos pescadores com a sustentabilidade e ressaltou a importância do respeito às normas para a preservação das espécies.

O evento movimentou a economia local, com uma estimativa de 300 toneladas de mapará pescadas e um faturamento superior a R$ 1 milhão. Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Manaquiri, Evanaldo Nascimento, cerca de 2.400 pescadores participaram da atividade, vendendo o pescado para 28 compradores cadastrados.

Apesar da liberação da pesca do mapará, o tambaqui permanece restrito até dia 31 de março, e a captura do pirarucu segue proibida durante todo o ano, exceto em áreas de manejo autorizadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A pesca da piracatinga e das três espécies de tucunaré (açu, pinima e vazzoleri) é proibida por tempo indeterminado.

O Ipaam alerta que a pesca, comercialização, transporte ou armazenamento de espécies proibidas pode resultar em multas de R$ 700 a R$ 100 mil, com um acréscimo de R$ 20 por quilo ou fração de pescado ilegal.

As normas para a pesca do pirarucu em áreas de manejo sustentável seguem as Instruções Normativas do Ibama nº 34/2004 e nº 1/2005, além dos Decretos nº 34/2004 e nº 1/2005. O órgão reforçará a importância do cumprimento das regras para evitar avaliações.

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