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Innova é multada em R$ 4,5 milhões após vazamento

Fiscalização identificou poluição acima do limite seguro; empresa deverá apresentar documentos técnicos em 20 dias.

Por: Portal Amz em Pauta
17 de Julho de 2026
Foto: William Duarte / Rede Amazônica

A Prefeitura de Manaus multou a Innova em R$ 4.554.300 após o vazamento de monômero de estireno registrado na unidade industrial localizada no Distrito Industrial. A autuação ocorreu nesta quinta-feira (16), durante uma inspeção realizada por uma força-tarefa municipal. As medições apontaram que a concentração do poluente permanecia acima do limite considerado seguro para a exposição humana.

O vazamento começou na quarta-feira (15), após uma elevação anormal da temperatura do produto armazenado em um dos três tanques da empresa. O monômero de estireno é utilizado na fabricação de plásticos, borrachas sintéticas e poliestireno expandido, conhecido como isopor. A exposição por inalação pode provocar irritação nos olhos, nariz e garganta, além de dor de cabeça, tontura e náusea.

A fiscalização reuniu equipes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, do Instituto Municipal de Planejamento Urbano, da Secretaria Municipal de Saúde e da Defesa Civil. A multa corresponde a 30 mil Unidades Fiscais do Município. A empresa também terá 20 dias para apresentar relatórios técnicos de segurança, plano de contingência, plano de atendimento emergencial e informações sobre drenagem e capacidade de tratamento.

Segundo o diretor jurídico da Semmas, Henrique Marinheiro, o vazamento apresentou redução, mas ainda não havia sido totalmente interrompido. "As equipes ainda estão realizando a contenção do vazamento, que já está bem reduzido, mas ainda não terminou. A orientação para a população é manter os ambientes arejados e evitar proximidade com a área", afirmou.

Os trabalhos permanecem concentrados no resfriamento do tanque para controlar a temperatura e interromper a liberação de vapores. Caminhões-pipa da Prefeitura de Manaus e do Corpo de Bombeiros são utilizados na operação. As equipes também coletaram amostras de água e solo para verificar possíveis contaminações ambientais.

Até as 17h de quinta-feira, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas havia registrado 149 atendimentos relacionados à ocorrência. Desse total, 140 pacientes receberam alta e nove continuavam internados. Os sintomas relatados incluíam falta de ar, tontura, náusea e desmaio. Não foram divulgadas informações sobre o estado de saúde dos internados.

A área em um raio de 300 metros ao redor do tanque permaneceu isolada. Uma empresa vizinha foi evacuada, e o acesso ao local ficou restrito às equipes envolvidas na operação. O Corpo de Bombeiros informou que uma perícia será realizada para determinar as causas do incidente.

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Muniz, afirmou que a principal hipótese é de uma reação espontânea dentro do reservatório. "Tudo caminha para uma reação espontânea no interior do tanque. Uma vez que a molécula do estireno se quebra, ocorre uma reação em cadeia que vai superaquecendo o produto", explicou.

Segundo o comandante, as válvulas de segurança impediram consequências mais graves. "No caso específico da Innova, houve a liberação das válvulas de segurança do tanque. Foi isso que provocou o vazamento observado em jatos verticais, porque o produto estava submetido a alta pressão no interior do reservatório", afirmou.

Em nota, a Innova informou que a ocorrência foi controlada conforme os protocolos internos e que os resíduos gerados foram armazenados para tratamento adequado. "A situação foi prontamente contida de acordo com os procedimentos de emergência estabelecidos pela Companhia", informou a empresa. A companhia também declarou que não houve incêndio, vazamento de produto líquido para fora da área de contenção ou registro de vítimas.

Após a estabilização da área, o Implurb deverá realizar uma vistoria na estrutura da fábrica. Caso sejam constatadas irregularidades urbanísticas, o órgão poderá aplicar novas multas e determinar a interdição parcial ou total da unidade. A Defesa Civil recomenda manter os ambientes ventilados e desligar aparelhos que captem ar externo. Pessoas com irritação, tontura, náusea, dificuldade para respirar ou outros sintomas devem procurar atendimento médico.

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