Oferta limitada e demanda elevada mantêm preços inacessíveis ao público comum.
O Super Bowl deixou de ser apenas um jogo de futebol americano e se consolidou como um evento de luxo. Na edição deste ano, realizada no Levi's Stadium, em Santa Clara, o ingresso mais barato no mercado secundário custava mais de US$ 3.800 (cerca de R$ 19,8 mil), enquanto o valor médio ultrapassava US$ 6.200, segundo a plataforma TickPick.
Especialistas apontam que a alta é resultado da escassez proposital de ingressos e do rígido controle da NFL sobre a distribuição. Em edições anteriores, quase todos os bilhetes já estavam destinados a equipes, patrocinadores, emissoras e parceiros antes mesmo de chegar ao público.
Para o economista esportivo Victor Matheson, o Super Bowl ultrapassou o caráter esportivo. “O Super Bowl não é apenas um fenômeno esportivo, é um fenômeno cultural”, afirmou. Segundo ele, com estádios no limite de capacidade, a pressão recai diretamente sobre os preços.
Dados de impacto econômico mostram que o público do evento tem renda muito acima da média, o que sustenta a escalada dos valores. Diante da combinação entre poucos assentos e compradores dispostos a pagar mais, a expectativa é de que os ingressos do Super Bowl continuem cada vez mais caros.