Economia

Inflação de alimentos recua na prévia de fevereiro, mas índice geral sobe devido à habitação

A alimentação apresenta queda, mas a alta nos preços de habitação e educação impacta a inflação.

25 de Fevereiro de 2025
Foto: Shutterstock/suriyachan

A prévia da inflação de fevereiro, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgada nesta terça-feira (25), mostra que a inflação de alimentos começou a cair. O grupo Alimentação e Bebidas registrou variação de 0,61%, representando uma desaceleração em relação ao mês anterior. A alimentação dentro do domicílio subiu 0,63%, abaixo do aumento de 1,10% de janeiro, com destaque para a queda de preços de produtos como batata-inglesa (-8,17%), arroz (-1,49%) e frutas (-1,18%). 

Já a alimentação fora do domicílio também apresentou desaceleração, passando de 0,93% em janeiro para 0,56% em fevereiro. A refeição teve aumento de 0,43% e o lanche subiu 0,77%, ambos inferiores aos aumentos observados no mês passado. 

Apesar da queda nos preços de alimentos, o índice geral do IPCA-15 subiu para 1,23% em fevereiro, uma alta de 1,12 ponto percentual (p.p.) em relação a janeiro, quando o índice foi de 0,11%. Esse aumento foi impulsionado principalmente pelos preços no grupo Habitação, que teve alta de 4,34%, com impacto de 0,63 p.p., e pelo aumento em Educação (4,78%), com impacto de 0,29 p.p. 

A energia elétrica residencial foi o principal responsável pela alta em Habitação, com um aumento de 16,33%, após a queda de 15,46% em janeiro, devido à incorporação do bônus de Itaipu. As tarifas de água e esgoto também registraram aumento em algumas regiões, enquanto o gás encanado teve variação mista dependendo das localidades. 

No grupo Educação, o aumento foi impulsionado pelos reajustes anuais em cursos regulares, com destaque para o ensino fundamental (7,50%), ensino médio (7,26%) e ensino superior (4,08%). 

No grupo Transportes, a variação foi de 0,44%, com destaque para os aumentos nos combustíveis, como etanol (3,22%), óleo diesel (2,42%) e gasolina (1,71%). As passagens aéreas, no entanto, apresentaram uma queda significativa de 20,42%. 

Em termos regionais, Recife teve a maior variação (1,49%), devido ao aumento na energia elétrica residencial e na gasolina. Por outro lado, Goiânia registrou a menor variação (0,99%), com quedas nas passagens aéreas e no arroz. 

Com relação ao acumulado em 12 meses, o IPCA-15 registrou alta de 4,96%, acima dos 4,50% registrados nos 12 meses anteriores. 

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