Educação

Inep nega vazamento no Enem e explica anulação de três questões

Manoel Palacios reforça que itens anulados vieram de memorização em pré-testes

03 de Dezembro de 2025
Foto: Zeca Ribeiro / Agência Câmara

O presidente do Inep, Manoel Palacios, afirmou de forma categórica na última terça-feira (2) que não houve vazamento de questões do Enem. O esclarecimento foi dado após a anulação de três itens da prova aplicada no dia 16 de novembro, medida tomada de forma preventiva após circular nas redes sociais imagens semelhantes às perguntas oficiais.

Durante audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, Palacios reiterou que nenhum participante teve acesso prévio ao conteúdo da prova. Ele explicou que as questões divulgadas na internet foram memorizadas por estudantes que participaram do pré-teste, fase experimental usada para calibrar o nível de dificuldade dos itens antes de integrarem o exame.

Segundo o Inep, as três questões anuladas apresentavam semelhanças com conteúdos compartilhados por usuários, mas não eram fruto de qualquer vazamento real. O órgão reforça que se tratava de itens vistos legalmente por quem participou dos pré-testes, aplicados com todo o sigilo necessário para futuros usos no Banco Nacional de Itens.

O pré-teste é considerado essencial para o processo de elaboração do Enem. Nessa etapa, estudantes do ensino médio respondem questões inéditas, permitindo ao Inep definir parâmetros de dificuldade e ajustar a avaliação final. Palacios destacou que esses testes seguem os mesmos protocolos de segurança da prova oficial.

Na edição de 2025, o Enem utilizou itens provenientes de dez pré-testes diferentes realizados ao longo dos últimos anos, garantindo diversidade e precisão estatística. De acordo com Palacios, a exclusão de algumas questões não compromete a qualidade técnica da prova nem sua capacidade de estimar corretamente a proficiência dos candidatos.

O presidente afirmou que a decisão de anular os itens foi tomada para proteger o exame e preservar sua credibilidade, especialmente antes da abertura de investigações formais. Ele frisou que a medida teve caráter preventivo, já que as imagens começaram a ser divulgadas antes do fim da apuração interna.

Por solicitação do Ministério da Educação, a Polícia Federal desencadeou a Operação Profeta, que vai apurar a eventual divulgação antecipada de conteúdos semelhantes aos da prova. A investigação busca identificar como os itens memorizados em pré-testes chegaram às redes sociais e esclarecer se houve algum tipo de conduta irregular.

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