Grupo ambientalista afirma que vítimas inalaram gases tóxicos durante tentativa de desvio de petróleo; autoridades ainda apuram número de mortos.
Pelo menos 37 pessoas morreram após inalarem gases tóxicos durante uma tentativa de retirada ilegal de petróleo no sul da Nigéria. O incidente ocorreu por volta da meia-noite de quinta-feira (3), em Okrika, no estado de Rivers, segundo o Centro de Defesa dos Jovens e do Meio Ambiente. As autoridades nigerianas ainda não confirmaram oficialmente o número de vítimas.
De acordo com a polícia, as pessoas morreram enquanto tentavam roubar petróleo. O grupo ambientalista informou que o caso ocorreu no cais de Okari, durante o carregamento de uma embarcação. No local, suspeitos estariam desviando um produto petrolífero sob alta pressão para barcos.
“A investigação está em andamento para apurar as circunstâncias do incidente e verificar os fatos”, disse o porta-voz da polícia de Rivers, ASP Blessing Kaborlo Agabe.
Além das mortes relatadas, o Centro de Defesa dos Jovens e do Meio Ambiente afirmou que havia pessoas desaparecidas e que corpos foram vistos flutuando no rio. A Reuters informou que não conseguiu confirmar de forma independente as circunstâncias do incidente nem o número de mortos.
O Corpo de Segurança e Defesa Civil da Nigéria também afirmou que a quantidade de vítimas divulgada ainda não havia sido verificada. Segundo o órgão, será necessária uma análise técnica para determinar qual substância esteve envolvida no episódio.
As autoridades trabalham com outros órgãos de segurança para estabelecer o número de mortos, feridos e desaparecidos. A investigação também busca identificar possíveis casos de negligência, conluio ou cumplicidade criminosa relacionados ao incidente.
O episódio evidencia um problema recorrente no Delta do Níger, região marcada pelo roubo de petróleo e pelo vandalismo contra instalações e tubulações. A extração ilegal de combustíveis tem provocado mortes, danos ambientais e prejuízos à indústria petrolífera do país.
Segundo as informações divulgadas, este é o incidente com maior número de mortes desse tipo registrado desde pelo menos outubro de 2023. As investigações devem esclarecer as circunstâncias da ocorrência e confirmar oficialmente o total de vítimas.