Fogo avança com ventos fortes; turistas e moradores foram evacuados com segurança.
Pelo menos 1.500 pessoas foram retiradas durante a noite de casas, hotéis e empreendimentos turísticos na zona sul da ilha de Creta, na Grécia, devido a um violento incêndio florestal agravado por ventos intensos. Entre os evacuados estão turistas que foram levados a um ginásio fechado no município de Ierapetra, enquanto outros deixaram a ilha de barco.
O fogo começou na quarta-feira (2) à tarde, perto da cidade de Ierapetra, e avança por áreas de floresta e plantações de oliveiras. Três frentes permanecem ativas. Segundo autoridades locais, não houve vítimas, mas há danos a estruturas e interrupção no fornecimento de energia elétrica.
Mais de 230 bombeiros atuam na região, com apoio de helicópteros, veículos terrestres e reforços vindos de Atenas. “Há rajadas de vento na área, algumas de 9 na escala Beaufort, que estão provocando novos focos e dificultando os esforços de combate ao fogo”, afirmou Vassilis Vathrakogiannis, porta-voz do Corpo de Bombeiros.
Equipes da 1ª Unidade Especial de Combate a Incêndios Florestais (Emode) foram enviadas por mar e por via aérea para reforçar os trabalhos. Outra frente de incêndio em Halkidiki mobiliza mais de 160 bombeiros.
O mês de julho é considerado o mais crítico para incêndios florestais na região, marcada por calor intenso, baixa umidade e ventos fortes. Em 2024, a Grécia enfrentou o verão mais quente de sua história recente, com cerca de 45 mil hectares já queimados. Apesar disso, 2023 ainda é o ano mais destrutivo, com 175 mil hectares devastados e 20 mortes.
Países vizinhos também enfrentam problemas semelhantes: a Turquia evacuou 50 mil pessoas na região de Esmirna nesta semana, e a Espanha registrou duas mortes por incêndios recentes.