Tragédia ocorreu em Jinjiang, na província de Fujian, e mobilizou mais de 500 agentes de resgate.
Um incêndio de grandes proporções atingiu uma fábrica de calçados na cidade de Jinjiang, na província de Fujian, no sudeste da China, nesta quinta-feira (9), deixando pelo menos 28 mortos. O fogo começou por volta do meio-dia na unidade da Huiteng Shoes e mobilizou uma ampla operação de resgate, com bombeiros e equipes de emergência atuando no local.
Segundo informações divulgadas pela imprensa estatal chinesa e repercutidas por agências internacionais, havia 239 pessoas no prédio no momento do incêndio. Desse total, 213 foram resgatadas. Outras vítimas chegaram a ser hospitalizadas, mas não resistiram. Inicialmente, parte dos trabalhadores havia sido dada como desaparecida.
As chamas atingiram rapidamente o prédio de vários andares. Imagens divulgadas pela imprensa chinesa mostraram fumaça intensa saindo da estrutura e pessoas aguardando resgate na parte superior do imóvel. A operação mobilizou mais de 500 profissionais, além de 183 bombeiros e 35 veículos de emergência.
As primeiras apurações indicam que o fogo teria começado no primeiro andar e se espalhado com rapidez devido à presença de materiais inflamáveis usados na fabricação de calçados. Autoridades também investigam se produtos armazenados em escadas e áreas de circulação dificultaram a saída de trabalhadores e o acesso das equipes de resgate.
O presidente chinês, Xi Jinping, determinou prioridade total às buscas, investigação rigorosa sobre as causas do incêndio e responsabilização dos envolvidos. Segundo a imprensa internacional, responsáveis pela empresa foram detidos, e contas bancárias da companhia foram congeladas durante as investigações.
A cidade de Jinjiang é conhecida como um dos principais polos da indústria de calçados da China. A tragédia reacendeu o debate sobre segurança em fábricas no país, especialmente em unidades com grande concentração de trabalhadores e materiais de fácil combustão.
Nas redes sociais, usuários lamentaram as mortes, cobraram respostas das autoridades e apontaram preocupação com as condições de segurança em ambientes industriais. A investigação deverá apurar a origem do fogo, possíveis falhas de prevenção e a responsabilidade da empresa no episódio.