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IML Sepultou Cerca de 150 Corpos Nâo Reclamados ou Sem Identidade no último Ano

O diretor do IML, Sérgio Machado, explicou que diversos fatores levam ao não reconhecimento ou busca pelos corpos, incluindo desinformação, desinteresse e até o desejo das próprias pessoas de permanecerem "invisíveis" por motivos pessoais ou legais

01 de Novembro de 2024
Foto: Divulgação

Nos últimos 12 meses, o Instituto Médico Legal (IML) sepultou cerca de 150 corpos de pessoas falecidas sem identidade conhecida ou que não foram reclamadas por familiares. A maioria dessas pessoas são do sexo masculino, com idades entre 20 e 50 anos. O IML mantém um banco de dados com as informações coletadas sobre as vítimas, permitindo que familiares, caso os procurem posteriormente, possam obter informações e identificação dos falecidos.

O diretor do IML, Sérgio Machado, explicou que diversos fatores levam ao não reconhecimento ou busca pelos corpos, incluindo desinformação, desinteresse e até o desejo das próprias pessoas de permanecerem "invisíveis" por motivos pessoais ou legais. Ele destacou que esse é um problema enfrentado em todas as regiões do Brasil.

Todos os corpos que chegam ao IML passam por procedimentos rigorosos de identificação e exames médico-legais para determinar a causa da morte e tentar identificar o falecido. Para isso, o IML cria um prontuário individual que inclui documentos, laudos e exames de DNA, além de registros fotográficos e divulgação para busca ativa. O objetivo é garantir que as informações estejam disponíveis caso um familiar busque pelo individuo.

Os corpos não identificados ou não reclamados são mantidos no IML por um período máximo de 30 dias antes do sepultamento. Nesse prazo, o instituto segue critérios legais para realizar os sepultamentos de forma digna, em sepulturas individuais. Caso algum familiar procure o instituto após o sepultamento, o IML realiza um processo de verificação e, se a relação for confirmada, fornece informações sobre a localização do túmulo.

A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) também atua na prevenção desse problema por meio do Instituto de Identificação Aderson Conceição de Melo (IIACM), que emite gratuitamente uma nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). A iniciativa busca garantir que os cidadãos tenham documentos de identificação válidos, facilitando o reconhecimento em casos de falecimento. Os agendamentos para remessa da CIN podem ser feitos pelo site oficial da SSP-AM.

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