Economia

Ibovespa renova recorde e fecha acima de 171 mil com dólar em queda

Entrada de estrangeiros impulsiona bolsa; recuo de Trump em tarifas melhora apetite a risco.

22 de Janeiro de 2026
Foto: Reprodução

O Ibovespa fechou em forte alta na última quarta-feira (21), renovando a máxima histórica pelo segundo pregão consecutivo e encerrando acima dos 171 mil pontos, em movimento puxado principalmente pelo fluxo de capital estrangeiro e pela valorização de ações blue chips como Itaú Unibanco e Vale, que também renovaram seus topos.

O otimismo dos investidores foi reforçado pelo recuo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação às ameaças de impor tarifas à Europa como estratégia para negociar a tomada da Groenlândia, o que reduziu tensões no mercado e ampliou o apetite ao risco global.

Com isso, o principal índice da bolsa brasileira encerrou o dia com alta de 3,33%, aos 171.816,67 pontos, aproximando-se dos 172 mil e registrando uma das maiores valorizações diárias do ano.

Ao longo do pregão, o Ibovespa superou pela primeira vez, em sequência, as marcas de 167 mil, 168 mil, 169 mil, 170 mil e 171 mil pontos. A mínima foi registrada na abertura, aos 166.277,91 pontos, enquanto a máxima do dia atingiu 171.969,01 pontos.

No câmbio, o dólar também refletiu a melhora do cenário externo e a entrada de recursos na bolsa brasileira, fechando em baixa firme ante o real, em meio ao recuo da moeda norte-americana frente a outras divisas de países emergentes.

O dólar à vista encerrou o dia com queda de 1,10%, cotado a R$ 5,3209, menor fechamento desde 4 de dezembro de 2025, quando havia atingido R$ 5,3103. Em 2026, a divisa acumula baixa de 3,06%.

Assim como em 2025, os ativos brasileiros têm se beneficiado da rotação global de capital em busca de diversificação, com a B3 registrando entrada líquida de estrangeiros de cerca de R$ 25 bilhões no ano passado e saldo positivo de R$ 7,6 bilhões em 2026 até o dia 19.

No cenário doméstico, os investidores também repercutiram a primeira pesquisa AtlasIntel/Bloomberg de 2026, que aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente em cenários de primeiro e segundo turno testados, além da decisão do Banco Central de decretar a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A., controlada pelo Banco Master, em meio a um ambiente em que bancos internacionais, como o JPMorgan, avaliam que o ciclo de afrouxamento monetário no Brasil e a baixa alocação de emergentes em fundos globais podem manter o fluxo externo favorável às ações brasileiras, apesar de riscos geopolíticos e ruídos políticos internos.

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