Suspeito de lavagem de dinheiro operava empresa de fachada e foi autuado por porte ilegal
A Polícia Civil do Amazonas prendeu em flagrante, nesta segunda-feira (8), um homem suspeito de lavagem de dinheiro e porte ilegal de arma de fogo, após ele sacar R$ 300 mil em espécie de uma agência bancária de Manaus. O nome do investigado não foi divulgado pelas autoridades.
Segundo informações da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/AM), o suspeito deixou o banco com a quantia sem apresentar justificativa ou documentação que comprovasse a origem e a destinação do dinheiro. O caso levantou suspeitas imediatas e motivou a intervenção policial.
As investigações apontaram que o dinheiro estava vinculado a uma empresa de fachada, sem atividade econômica real. A mesma conta bancária já havia registrado movimentações de alto valor neste mês de setembro, reforçando indícios de lavagem de dinheiro.
De acordo com a FICCO, a polícia apura ainda se os recursos têm ligação com o tráfico de drogas e com facções criminosas que atuam no Amazonas. A utilização de empresas fictícias para movimentar grandes somas em dinheiro vivo é considerada um padrão comum de organizações criminosas.
Durante a abordagem, os policiais encontraram no carro do suspeito uma pistola de uso permitido. Além da suspeita de lavagem, ele foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, ampliando as acusações.
A operação contou com apoio da Secretaria Executiva-Adjunta de Inteligência (SEAI) e das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), que deram suporte no flagrante e na condução do investigado até a delegacia.
A FICCO/AM é composta por diversos órgãos de segurança, incluindo Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria de Administração Penitenciária e Secretaria Municipal de Segurança e Defesa Social. A atuação integrada busca fortalecer o combate ao crime organizado no estado.
O caso segue em investigação para identificar outros envolvidos e rastrear a movimentação financeira. A polícia pretende descobrir se os valores apreendidos eram destinados ao financiamento de atividades ilícitas, como tráfico e lavagem de dinheiro de facções.