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Greve em Manaus pode paralisar toda frota urbana de ônibus nesta segunda-feira

Rodoviários cobram reajuste salarial de 12% e ameaçam suspender circulação dos ônibus por tempo indeterminado.

Por: Portal Amz em Pauta
17 de Maio de 2026
Foto: Reprodução

O transporte público de Manaus pode ser totalmente paralisado a partir desta segunda-feira (18), após o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano e Rodoviários de Manaus (Sintro-AM) anunciar uma greve por tempo indeterminado. A paralisação pode atingir 100% da frota de ônibus da capital amazonense.

O comunicado foi feito pelo presidente do sindicato, Givancir Oliveira, por meio das redes sociais. Segundo ele, a decisão ocorre após a falta de avanço nas negociações salariais entre os trabalhadores e a classe patronal.

A principal reivindicação dos rodoviários é um reajuste salarial de 12%. A categoria afirma que o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) ainda não apresentou uma proposta considerada satisfatória pelos trabalhadores.

Givancir Oliveira alertou que a paralisação total poderá ocorrer caso o Sinetram não retome a mesa de negociação e garanta o aumento reivindicado. “Na segunda-feira, Manaus poderá paralisar 100% da frota caso o Sinetram não sente na mesa de negociações e garanta pelo menos um aumento de 12% para a categoria”, afirmou.

Caso a greve seja confirmada, o impacto deve ser sentido imediatamente por milhares de passageiros que dependem diariamente dos ônibus para trabalhar, estudar e se deslocar entre as diferentes zonas da cidade. A paralisação também deve afetar o fluxo nos Terminais de Integração T1, T2, T3, T4 e T5.

A possibilidade de suspensão total da frota já preocupa usuários do transporte coletivo e pode provocar reflexos em outros serviços de mobilidade urbana. A tendência é de aumento na demanda por aplicativos de transporte, como Uber e 99, o que pode elevar os preços das corridas por meio da tarifa dinâmica.

Outra consequência esperada é a superlotação em alternativas como os chamados “Amarelinhos” e ônibus executivos, além do crescimento no número de carros particulares nas ruas. Com isso, vias de grande circulação, como Constantino Nery, Torquato Tapajós e Rodrigo Otávio, podem registrar congestionamentos mais intensos nos horários de pico.

Até o fechamento desta matéria, o Sinetram não havia se manifestado oficialmente sobre a ameaça de greve nem sobre uma possível contraproposta ao reajuste solicitado pela categoria. A expectativa é que uma nova rodada de negociação possa ocorrer para evitar a paralisação do transporte público em Manaus.

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