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Greve de ônibus em Manaus termina após acordo parcial entre sindicatos

A paralisação gerou impactos significativos em várias regiões de Manaus, atingindo trabalhadores e estudantes

17 de Abril de 2025
Foto: Divulgação

A greve dos rodoviários em Manaus chegou ao fim na última quarta-feira (16), após dois dias de paralisação parcial que afetaram mais de 300 mil usuários do transporte coletivo. O movimento foi encerrado após acordo entre o sindicato da categoria e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram), com mediação do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU).

A proposta final garante um reajuste de 6% sobre salários e benefícios, além do pagamento de R$ 600 mensais para motoristas que também atuam como cobradores. A retirada gradual da função de cobrador em algumas linhas segue em negociação. A categoria havia solicitado reajuste de 12%, gratificação de R$ 1.200, aumento na cesta básica e permanência dos cobradores.

Segundo o diretor-presidente do IMMU, Arnaldo Flores, a proposta construída contempla pontos importantes e garante o restabelecimento do serviço à população. “Foi um processo conduzido com responsabilidade e equilíbrio, atendendo à orientação do prefeito David Almeida”, afirmou.

O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira, disse que o acordo não atende totalmente às demandas, mas representa um avanço possível. “Não contempla tudo o que pedíamos, mas é razoável diante da situação atual do sistema. Vamos formalizar com a diretoria”, afirmou.

O advogado do Sinetram, Fernando Moraes, destacou a importância da mediação pública. “A proposta tem viabilidade econômica e só foi possível graças à atuação do IMMU e ao apoio direto do prefeito”, disse. Com o fim da greve, a frota foi completamente restabelecida.

A paralisação foi autorizada pela Justiça, com exigência de funcionamento mínimo de 70% da frota nos horários de pico e 50% nos demais. Segundo o Sinetram, 397 ônibus de sete empresas deixaram de circular, representando 30% da frota. Terminais registraram tumulto e atrasos, afetando o dia a dia da população.

O impacto também chegou à educação: as universidades Ufam e UEA suspenderam as aulas na terça-feira (15) por conta da paralisação. Passageiros relataram dificuldades em se locomover, como o autônomo Francisco Silva, que reclamou da demora nos terminais.

Durante coletiva, o prefeito David Almeida afirmou que o reajuste salarial dos rodoviários depende do aumento da tarifa de ônibus, hoje em R$ 4,50. Embora um aumento para R$ 5 tenha sido barrado pela Justiça em fevereiro, o STJ suspendeu essa decisão recentemente. “Nos próximos dias devemos chegar a um entendimento para reajustar a tarifa e garantir o equilíbrio do sistema”, concluiu Almeida.

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