Itália enviou navio após ataque com drones; Israel critica ativistas e cita Hamas.
A Grécia vai garantir a navegação segura dos barcos que estão atualmente em suas águas como parte de uma flotilha internacional que segue para Gaza com ajuda humanitária. A informação foi dada na última quinta-feira (25) pelo ministro das Relações Exteriores grego, Giorgos Gerapetritis, em entrevista à agência Reuters nos bastidores da Assembleia Geral da ONU. Segundo ele, Atenas também comunicou oficialmente a Israel a presença de cidadãos gregos na iniciativa.
Formada por cerca de 50 embarcações civis, a Global Sumud Flotilla busca romper o bloqueio naval imposto por Israel à Faixa de Gaza. A bordo, estão advogados, artistas e ativistas de vários países, entre eles a ativista climática sueca Greta Thunberg.
“Há um pequeno número de barcos atualmente nas águas de Creta, e nós garantiremos uma navegação segura”, afirmou Gerapetritis. “Já informamos o governo israelense sobre a participação de cidadãos gregos nesse evento e garantiremos que tudo corra bem”, completou.
Israel tem criticado a flotilha, acusando seus participantes de cumplicidade com o grupo militante Hamas. Mesmo assim, a missão humanitária continua sua rota, e autoridades europeias acompanham a movimentação.
A tensão aumentou após a Itália enviar um navio da Marinha para ajudar a flotilha, depois que as embarcações foram atacadas por 12 drones em águas internacionais, a cerca de 56 quilômetros da ilha grega de Gavdos. O ministro grego informou que Atenas, por ora, não pretende se juntar às operações dos navios militares da Itália e da Espanha.
Gerapetritis minimizou o episódio envolvendo os drones, mas reforçou que as autoridades gregas vão realizar uma investigação completa para esclarecer as circunstâncias. “No momento, parece que é seguro, mas estamos em alerta total sobre isso”, declarou.
Com o compromisso da Grécia de assegurar a navegação em seu território marítimo, a Global Sumud Flotilla segue sua jornada humanitária, enquanto cresce a atenção internacional para possíveis desdobramentos de segurança no Mediterrâneo.