Relatório enviado ao Congresso dos EUA cobra medidas urgentes contra as facções, classificadas recentemente pelo país como grupos terroristas.
O governo dos Estados Unidos acusou o Brasil de não enfrentar de forma suficiente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). A avaliação consta em um relatório encaminhado nesta quarta-feira (16) ao Congresso norte-americano, no qual a Casa Branca cobra medidas mais duras do governo brasileiro contra as duas facções.
“Embora muitos governos no Hemisfério Ocidental estejam tomando medidas corajosas para reduzir o fluxo de drogas e erradicar cartéis, o governo do Brasil não enfrentou as organizações terroristas estrangeiras designadas Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho, que transformaram o país em um centro para o fluxo global de cocaína”, diz o relatório.
Segundo o documento, os dois grupos representam uma ameaça que ultrapassa as fronteiras brasileiras. Os Estados Unidos incluíram recentemente PCC e CV em sua lista de organizações terroristas estrangeiras e afirmam que a expansão das facções pode ter impacto sobre a segurança internacional.
“Essas organizações terroristas brasileiras representam uma ameaça crescente à paz e à segurança mundial, e o governo brasileiro precisa adotar, com urgência, medidas enérgicas para enfrentá-las e derrotá-las antes que se expandam e se fortaleçam”, diz o texto.
O documento faz parte de um relatório anual produzido pelo governo norte-americano e entregue ao Legislativo dos Estados Unidos. A publicação apresenta uma avaliação sobre o tráfico de drogas em diferentes países e as medidas adotadas pelos governos para enfrentar organizações criminosas envolvidas nesse mercado.
No trecho divulgado, a Casa Branca relaciona a atuação do PCC e do Comando Vermelho ao fluxo internacional de cocaína e cobra uma resposta mais firme do governo brasileiro. Até as informações apresentadas no material, não havia sido incluído um posicionamento do governo Lula sobre as críticas feitas por Washington.