Brasil

Governo reforça defesa do fim da escala 6x1

Planalto afirma que redução da jornada sem ampliar o descanso não melhora a qualidade de vida

03 de Dezembro de 2025
Foto: Gil Ferreira / SRI-PR

O governo federal reafirmou, nesta terça-feira (2), sua defesa pelo fim da jornada de trabalho 6x1 sem redução salarial. A posição foi divulgada após reunião de coordenação no Palácio do Planalto, em resposta ao parecer do deputado Luiz Gastão, que propõe reduzir a carga semanal para 40 horas, mas mantém a escala. A votação do relatório ocorre nesta quarta-feira (3), na subcomissão responsável pelo tema.

A ministra Gleisi Hoffmann afirmou que apenas reduzir a jornada não garante bem-estar. Segundo ela, os trabalhadores precisam de tempo para resolver questões pessoais, viver momentos de lazer e cuidar da família. Gleisi lembrou que a medida integra prioridades do governo Lula, ao lado da isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.

O ministro Guilherme Boulos disse que o governo foi surpreendido pelo parecer e seguirá defendendo o fim da escala 6x1 no Parlamento e na sociedade. Ele citou pesquisas que apontam aprovação de mais de 70% da população para a mudança, destacando que a proposta deve garantir descanso adequado e proteger a saúde do trabalhador.

As discussões também envolvem a PEC 8/2025, que propõe uma jornada de quatro dias trabalhados e três de descanso, com limite de 36 horas semanais. A subcomissão da Câmara avalia impactos da escala atual na saúde, produtividade e relações sociais. Após a votação desta quarta, o tema deve seguir para a Comissão de Constituição e Justiça.

Participaram da coletiva o deputado Reginaldo Lopes, autor da PEC 221/2019, e a deputada Daiana Santos, autora do PL 67/2025. Ambos defenderam a modernização das regras trabalhistas. Para Reginaldo, o avanço representa “um ganho histórico” e o fim do que chamou de “escravidão moderna”. Daiana afirmou que a sociedade já está preparada para a mudança.

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