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Governo do Peru decreta toque de recolher após massacre de 13 mineiros em Pataz

Presidente Dina Boluarte suspende mineração por 30 dias e ordena ação das Forças Armadas após sequestro e execução de trabalhadores em mina de ouro.

06 de Maio de 2025

Grupo foi emboscado em mina da empresa La Poderosa, na província de Pataz, no Peru. 

Foto: @unchasqui / Twitter

O governo do Peru impôs, nesta terça-feira (6), um toque de recolher noturno na província de Pataz, após o sequestro e assassinato de treze mineiros na semana passada. Em resposta ao crime, a presidente Dina Boluarte determinou ainda a suspensão de todas as atividades de mineração na região por um período de um mês e anunciou que as Forças Armadas assumiriam “o controle total” da área da empresa La Poderosa, responsável pela mina de ouro onde as vítimas trabalhavam. 

A mineradora peruana divulgou um comunicado afirmando que os trabalhadores foram sequestrados em 26 de abril por “mineiros ilegais em conluio com criminosos”. Os corpos foram encontrados no domingo (4). 

As vítimas eram funcionários da empresa subcontratada R&R e haviam sido enviadas para conter um grupo que havia invadido uma das minas operadas pela La Poderosa. No entanto, foram emboscados e mortos. 

Imagens gravadas pelos sequestradores e enviadas às famílias das vítimas mostram os homens ainda vivos, amarrados, nus e deitados em um poço dentro da mina.  

Os vídeos teriam sido usados para pressionar os parentes a pagar resgate. Segundo os exames forenses, os trabalhadores foram executados com tiros à queima-roupa, aproximadamente uma semana antes de os corpos serem encontrados. 

Escalada da violência 

De acordo com dados divulgados pela própria mineradora na última sexta-feira, ao menos 39 pessoas com alguma ligação à La Poderosa foram assassinadas por gangues criminosas em Pataz desde 2020. A região, situada a mais de 800 quilômetros da capital Lima, vive um agravamento da violência relacionada ao controle das atividades de mineração. 

A empresa alerta que criminosos vêm gradualmente tomando o controle de áreas de exploração mineral e colocando em risco a integridade física de seus funcionários. A situação persiste apesar da vigência de um estado de emergência decretado em fevereiro deste ano para a província. 

“A espiral de violência descontrolada em Pataz está ocorrendo apesar da declaração de estado de emergência e da presença de um grande contingente policial que, infelizmente, não foi capaz de deter a deterioração das condições de segurança na área”, destacou o comunicado da La Poderosa. 

 

Com informações da Revista Veja.

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