Novos centros, telessaúde e políticas públicas fortalecem inclusão e cidadania no estado.
O Governo do Amazonas anunciou a expansão de serviços e políticas voltados ao atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), consolidando uma rede de apoio estruturada que reúne unidades especializadas, telessaúde e programas de inclusão. A iniciativa é liderada pelo governador Wilson Lima, que defende a criação de uma política de Estado contínua para famílias atípicas.
“Estamos construindo uma rede que não é apenas um projeto isolado, mas uma política de estado. Essa agenda integra o plano do nosso governo e do União Brasil, que tem no coração a missão de garantir dignidade e oportunidades para todas as pessoas, em especial para aquelas que durante muito tempo ficaram sem apoio”, afirmou o governador.
Um dos marcos dessa transformação é o Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (CAIC-TEA) José Contente, inaugurado em julho na zona leste de Manaus, destinado exclusivamente ao atendimento de crianças autistas de até 11 anos. Com equipe multiprofissional e metodologia baseada na Análise do Comportamento Aplicada (ABA), a unidade simboliza o novo modelo de atenção especializada, que deve ser replicado em outras regiões da capital.
A rede estadual também conta com Centros Especializados em Reabilitação (CERs) e CAICs voltados a diferentes perfis de pacientes, além de serviços de Telessaúde em neurologia, psicologia e psiquiatria nos centros Maria Helena e José Carlos Mestrinho, assegurando acompanhamento contínuo a famílias que não podem se deslocar com frequência.
Na área da cidadania, o Amazonas já emitiu mais de 10 mil Carteiras de Identificação da Pessoa com TEA (CIPTEA), garantindo prioridade em serviços de saúde, educação e assistência social. Outras iniciativas incluem o programa +Crédito Inclusão, o Passe Livre em transporte público, o Passe Legal intermunicipal, a distribuição de cadeiras de rodas pelo Inclusão sobre Rodas e o atendimento jurídico oferecido pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEPcD).
Os próximos passos incluem a adaptação de mais dois centros em unidades especializadas, a abertura de novas estruturas para atendimento de pessoas com TEA e a interiorização dos serviços.
“Cada família deve sentir que o Estado está presente e comprometido com a inclusão. Esse é um caminho sem volta e que já faz parte da nossa plataforma de governo”, reforçou Wilson Lima.