Meio Ambiente

Governador do Pará pede bom senso sobre preços da COP30 em Belém

Helder Barbalho defende diálogo com setor hoteleiro após críticas por valores abusivos

03 de Julho de 2025
Foto: Divulgação

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), pediu "bom senso" ao setor privado diante das críticas sobre os preços abusivos de hospedagens para a COP30, que será realizada em novembro de 2025, em Belém. A declaração foi feita durante o 13º Fórum de Lisboa, evento realizado na capital portuguesa.

Segundo o governador, o primeiro desafio era garantir a oferta de leitos para os participantes da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Com isso resolvido, o próximo passo, segundo ele, é dialogar com o mercado para evitar abusos. “O segundo desafio é fazer um chamamento ao bom senso do mercado privado”, afirmou.

Barbalho afirmou ainda que não sofreu pressão direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas reforçou que “todos estão dialogando com o setor hoteleiro” para conter os excessos. “Temos que respeitar e não podemos interferir nos preços”, completou, sinalizando que o governo busca soluções em parceria com o setor.

As críticas sobre infraestrutura e custos de hospedagem partiram de delegações internacionais e participantes da COP. Como alternativa, o governo estadual anunciou o uso de navios de cruzeiro como hotéis flutuantes, que devem somar 50 mil leitos à capacidade de acolhimento da cidade durante o evento.

Helder Barbalho reafirmou que a realização da COP30 em Belém está garantida, e que a cidade foi ratificada pela Organização das Nações Unidas (ONU). “A COP30 será em Belém. Isso é matéria superada”, declarou durante o evento, reforçando o papel da capital paraense como palco do maior evento ambiental do planeta.

Outro tema abordado no Fórum foi a exploração de petróleo na Margem Equatorial, área que inclui bacias como a Foz do Amazonas e Pará-Maranhão. O governador defendeu a exploração, desde que todas as condicionantes ambientais estabelecidas pelo Ibama sejam respeitadas.

“A minha defesa é que a Petrobras seja capaz de apresentar todas as iniciativas que possam trazer segurança para uma exploração sustentável”, disse Barbalho. Para ele, a pesquisa na região trará dados que indicarão ou não a viabilidade da continuidade da atividade.

Por fim, o governador destacou que a Margem Equatorial pode impulsionar uma nova economia, especialmente nos estados do Norte, contribuindo para a transição energética do país. “Isso pode financiar a transição energética para sabermos em quanto tempo o Brasil será capaz de ser autossuficiente em outras fontes que não os combustíveis fósseis”, concluiu.

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