A usina, localizada nas proximidades de um dos centros de dados da empresa nos Estados Unidos, promete utilizar o processo de fusão.
Em meio à crescente preocupação global com as emissões de gases de efeito estufa, o Google anunciou um acordo inédito para comprar eletricidade gerada por uma usina de fusão nuclear — tecnologia considerada o “santo graal da energia limpa” e que cientistas tentam dominar há mais de meio século.
A usina, localizada nas proximidades de um dos centros de dados da empresa nos Estados Unidos, promete utilizar o processo de fusão, o mesmo que ocorre naturalmente no interior do Sol. Por isso, os reatores que tentam reproduzir esse fenômeno são apelidados de “sóis artificiais”.
Diferente da fissão nuclear — usada hoje em usinas tradicionais e que gera resíduos radioativos —, a fusão nuclear une átomos leves, como o hidrogênio, para formar átomos mais pesados, como o hélio, liberando grandes quantidades de energia, sem emissões de carbono ou rejeitos de longa duração.
Apesar do potencial, a fusão nuclear ainda não se provou tecnicamente ou comercialmente viável em larga escala. No entanto, o movimento do Google reacende as esperanças de que a tecnologia possa sair dos laboratórios e se tornar uma alternativa concreta às fontes fósseis.
Desde o século passado, cientistas tentam recriar o processo que alimenta as estrelas. Se bem-sucedidos, os reatores de fusão poderiam representar uma fonte quase inesgotável de energia limpa, com impacto revolucionário para o futuro energético do planeta.