No Dia Mundial da Poliomielite, órgão reforça importância das doses de rotina
No Dia Mundial de Combate à Poliomielite, celebrado na última sexta-feira (24), a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) reforçou o chamado às famílias para manterem em dia o calendário de vacinação das crianças. A doença, conhecida popularmente como paralisia infantil, pode ser totalmente evitada com o esquema básico de três doses da vacina.
A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destacou que a imunização é uma responsabilidade coletiva. Segundo ela, apesar das ações contínuas das secretarias municipais de saúde, a cobertura vacinal contra a poliomielite segue abaixo da meta recomendada pelo Ministério da Saúde, que é de 95%. “Precisamos manter nossos índices elevados para impedir o retorno do vírus ao país”, alertou.
Dados atualizados de outubro de 2025 apontam que o Amazonas registra 85,18% de cobertura vacinal. Para a gestora, isso ainda representa um risco, já que o poliovírus continua circulando em países como Afeganistão e Paquistão. “O Brasil só está livre da doença porque a vacinação foi eficiente no passado. Não podemos retroceder”, acrescentou Tatyana.
A gerente de Imunização da FVS-RCP, Angela Desirée, reforçou que a doença não tem cura e pode causar sequelas permanentes. Ela lembrou que a vacina está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do estado. “É a forma mais segura de proteger as nossas crianças e garantir que a poliomielite não volte a fazer vítimas”, afirmou.
A poliomielite é transmitida pelo contato com fezes ou secreções de pessoas infectadas, podendo atingir tanto crianças quanto adultos. Em casos graves, o vírus atinge o sistema nervoso central e pode provocar paralisia irreversível, além de risco de morte.
O esquema vacinal prevê a aplicação da Vacina Inativada contra Poliomielite (VIP) aos 2, 4 e 6 meses de idade, com reforço aos 15 meses. Para as crianças que ainda não completaram as etapas, a orientação é procurar a unidade de saúde para regularizar a imunização o quanto antes.
A FVS-RCP atua em conjunto com as Secretarias Municipais de Saúde (Semsa) no monitoramento das coberturas vacinais, planejamento das campanhas e busca ativa de crianças com vacinação atrasada. O objetivo é garantir que nenhum município fique vulnerável ao vírus.
O órgão reforça que cada dose é fundamental e lembra: manter a caderneta em dia é o melhor presente que pais e responsáveis podem oferecer. “Vacinar é cuidar do futuro. A poliomielite pode voltar se baixarmos a guarda”, concluiu Tatyana.