Caso mobiliza Polícia Federal e levanta alerta sobre biossegurança
Um furto de material biológico na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) levou ao transporte irregular de ao menos 24 tipos de vírus entre laboratórios. O caso foi identificado em fevereiro e passou a ser investigado após o desaparecimento de amostras em um laboratório de alto nível de biossegurança.
Entre os vírus envolvidos estão dengue, chikungunya, zika, herpes, Epstein-Barr, coronavírus humano e outras cepas, além de 13 tipos que infectam animais. As amostras foram retiradas de um laboratório NB-3 do Instituto de Biologia e levadas para outras unidades dentro da universidade.
A investigação aponta como suspeitos a professora Soledad Palameta Miller e seu marido, veterinário e doutorando. Imagens de segurança mostram movimentações consideradas incomuns no laboratório, incluindo acessos fora de horário e transporte de materiais.
O caso foi comunicado à direção da universidade em março e encaminhado à Polícia Federal e à Anvisa. Durante operação realizada no dia 21, parte das amostras foi encontrada em um biofreezer dentro da própria instituição. Há ainda indícios de descarte irregular e alteração de identificação dos materiais.
Segundo a Unicamp, não há risco generalizado de contaminação, desde que os vírus permaneçam armazenados corretamente. A suspeita chegou a ser presa, mas responde em liberdade por crimes como transporte irregular de material biológico e exposição de risco à saúde pública.