Engenheiro civil assume interinamente a unidade após saída de Leudes Ajuricaba, que comandava a instituição desde 2023.
A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) promoveu uma mudança no comando da Superintendência Estadual no Amazonas. O engenheiro civil Rayniê Santos Neves foi designado para responder interinamente pela unidade, ocupando o lugar da servidora de carreira Leudes Pereira Ajuricaba, que exercia a função desde 2023.
A alteração foi oficializada por meio da Portaria nº 2.889, publicada nesta terça-feira (18) no Diário Oficial da União. O documento foi assinado pela presidente em exercício da Funasa, Roseana Maria Barbosa Meira, e estabelece a dispensa de Leudes da função que vinha desempenhando.
Na mesma portaria, Rayniê foi indicado como substituto eventual na Superintendência Estadual. A medida, entretanto, não corresponde a uma nomeação definitiva para o posto, uma vez que o cargo de superintendente estadual da Funasa no Amazonas continua sem um titular formalmente escolhido.
Engenheiro civil de formação, Rayniê Santos Neves possui experiência profissional em diferentes áreas da administração pública e da engenharia. Sua trajetória inclui trabalhos relacionados à habitação, regularização fundiária, engenharia e gestão pública.
Ao longo da carreira, Rayniê já teve atuação no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (Crea-AM), no setor habitacional do estado, na Câmara Municipal de Manaus e no Instituto de Terras do Amazonas (Iteam). Ele também possui atuação política no PT de Manaus e mantém ligação com o grupo político do deputado estadual Sinésio Campos.
À frente da Superintendência de forma interina, Rayniê encontrará demandas relacionadas principalmente ao abastecimento de água, saneamento básico e ações de saúde ambiental. A Funasa desenvolve trabalhos que têm impacto especialmente em comunidades localizadas no interior amazonense, onde dificuldades de infraestrutura ainda representam um dos principais desafios.
A atuação da fundação também ganha maior relevância nos períodos de estiagem severa no Amazonas. Com a redução do nível dos rios, diversas localidades isoladas enfrentam dificuldades de transporte e de acesso a serviços essenciais, ampliando a necessidade de ações voltadas ao fornecimento de água, saneamento e proteção da saúde das populações atingidas.