Quinta-Feira, (05 de Novembro de 2026)
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França muda reunião do G7 às pressas após onda de protestos violentos

Encontro internacional previsto para Marselha foi transferido para Paris em meio à sobrecarga das forças de segurança e manifestações que se espalham pelo país.

Por: Portal Amz em Pauta
05 de Novembro de 2026
Foto: Presidência da França / Palácio do Eliseu.

O governo da França decidiu transferir, de última hora, a reunião dos ministros das Relações Exteriores do G7, que estava programada para ocorrer em Marselha, para Paris. A mudança foi comunicada às delegações na quarta-feira (4) e confirmada nesta quinta-feira (5) pela agência Reuters, com base em informações de três diplomatas e em uma correspondência oficial. A decisão ocorre após seis semanas de protestos que começaram com mobilizações estudantis e se espalharam pelo território francês, aumentando a pressão sobre o governo e as forças de segurança.

O encontro está marcado para segunda-feira (9) e terça-feira (10) e será a segunda reunião dos ministros das Relações Exteriores durante a presidência francesa do G7 em 2026. Inicialmente, as autoridades haviam escolhido Marselha, importante cidade portuária do Mediterrâneo, para sediar as discussões. Entretanto, as delegações estrangeiras foram informadas de que o evento acontecerá na capital francesa, sem alterações nas datas previstas. A transferência repentina exigiu ajustes na organização e na logística do encontro internacional.

De acordo com a correspondência obtida pela Reuters, a mudança foi motivada principalmente por dificuldades logísticas e operacionais. A realização da reunião do G7 e do Fórum de Paz de Paris em um intervalo reduzido exige uma grande mobilização de profissionais, equipamentos, equipes de segurança, hospedagem e transporte para as delegações. A proximidade entre os dois eventos tornou necessário reorganizar os recursos disponíveis, segundo a justificativa apresentada pelas autoridades francesas.

A decisão também ocorre em um momento de forte instabilidade social na França. Desde setembro, manifestações lideradas inicialmente por estudantes ganharam adesão de trabalhadores e movimentos sindicais, com reivindicações relacionadas ao custo de vida, aos salários, aos serviços públicos e às condições de trabalho. Os protestos vêm exigindo uma atuação intensa das forças policiais, especialmente nas grandes cidades, onde manifestações e paralisações têm afetado a rotina da população.

Um dos episódios mais graves aconteceu em 17 de outubro, quando protestos realizados em diferentes cidades terminaram em confrontos entre manifestantes e policiais, além de saques e danos a estabelecimentos comerciais. Marselha esteve entre os locais mais atingidos pela violência. Nesta quinta-feira (5), novas manifestações e greves foram convocadas em diversas regiões do país, ampliando a preocupação das autoridades com a segurança e a manutenção dos serviços essenciais.

A transferência também provocou insatisfação entre representantes diplomáticos, já que algumas delegações haviam iniciado os preparativos para viajar a Marselha. Segundo a Reuters, diplomatas relataram dificuldades com a reorganização das viagens e demonstraram preocupação com os possíveis impactos da decisão sobre a imagem internacional da França. Ainda não havia confirmação sobre eventual reembolso de despesas relacionadas à mudança de cidade.

O G7 reúne algumas das principais economias industrializadas do mundo: França, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Itália, Canadá e Japão, além da participação da União Europeia. O grupo promove encontros periódicos para discutir questões econômicas, diplomáticas e de segurança internacional. Apesar das dificuldades internas enfrentadas pelo governo francês, a reunião ministerial permanece confirmada para os dias 9 e 10 de novembro, em Paris.

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