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França avalia segurança de museus após roubo no Louvre

Quatro suspeitos usaram guindaste para invadir o museu e roubar joias da coroa.

20 de Outubro de 2025
Foto: BENOIT TESSIER

O governo francês anunciou, nesta segunda-feira (20), uma avaliação emergencial da segurança dos museus e locais culturais do país, após um roubo cinematográfico no Museu do Louvre, em Paris. As autoridades também informaram que o museu permanecerá fechado até nova ordem, enquanto prossegue a busca pelos quatro suspeitos envolvidos no crime.

Segundo a polícia, os ladrões utilizaram um guindaste para quebrar uma janela no andar superior do museu e acessar a sala onde estão guardadas as joias da coroa francesa. Em seguida, fugiram em motocicletas levando objetos de valor inestimável.

O caso, que a imprensa francesa já apelidou de “assalto do século”, provocou grande repercussão internacional e levantou questionamentos sobre as falhas na segurança do museu mais visitado do mundo, que em 2024 recebeu 8,7 milhões de visitantes.

Reação do governo francês

O ministro da Justiça, Gérard Darmanin, classificou o episódio como um “fracasso coletivo” e afirmou que o roubo “colocou a França sob uma luz deplorável”. “Alguém foi capaz de colocar um caminhão guindaste a céu aberto nas ruas de Paris, para que as pessoas subissem por alguns minutos e levassem joias de valor inestimável e dessem à França uma imagem deplorável”, disse Darmanin à rádio France Inter.

Diante da gravidade do caso, os ministros da Cultura e do Interior realizaram uma reunião de emergência nesta segunda-feira e determinaram que todas as instituições culturais do país passem por uma revisão imediata das medidas de segurança.

“Por muito tempo, nós nos atentamos à segurança dos visitantes, mas não à segurança das obras de arte”, afirmou a ministra da Cultura, Rachida Dati, à emissora M6TV. Ela acrescentou que o governo pretende agilizar processos de compras públicas para acelerar a modernização dos sistemas de segurança nos museus franceses.

O roubo e as investigações

De acordo com a promotora de Paris, Laure Beccuau, o crime durou entre seis e sete minutos e foi executado por quatro pessoas desarmadas, que usaram esmerilhadeiras para ameaçar os guardas e abrir as vitrines.

A investigação está sob responsabilidade de uma unidade policial especializada em roubos de alto perfil, reconhecida por sua alta taxa de sucesso em casos semelhantes, segundo o ministro do Interior, Laurent Nuñez.

Até a noite de segunda-feira, não havia novas informações sobre o paradeiro dos suspeitos ou sobre os bens roubados. Enquanto isso, o Louvre segue fechado ao público, e o governo francês trabalha para restaurar a confiança na segurança de um dos maiores símbolos culturais do país.

 

Com informações da Reuters*

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