Ciência e Tecnologia

Fóssil gigante de tartaruga é descoberto na Amazônia e pode reescrever história da megafauna brasileira

O fóssil reforça a ideia de que membros da megafauna brasileira sobreviveram por mais tempo do que se acreditava anteriormente.

14 de Julho de 2025
Foto: Reprodução

Pesquisadores brasileiros fizeram uma descoberta impressionante na Amazônia: o fóssil da maior tartaruga de água doce já registrada no planeta. A espécie, identificada como Stupendemys geographicus, foi encontrada em uma expedição ao rio Acre e viveu entre 10,8 e 8,5 milhões de anos atrás, no período Mioceno Superior.

O fóssil, formado por um casco de cerca de 2,40 metros de comprimento por 1,80 metro de largura, além de ossos do fêmur e do antebraço, foi localizado por cientistas da Universidade Federal do Acre (Ufac), da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de Campinas (Unicamp). O achado impressiona não apenas pelo tamanho colossal do animal, mas também pelo potencial de revelar novos detalhes sobre o clima e a geografia da região amazônica no passado distante.

Segundo a paleontóloga Annie Schmaltz Hsiou, da USP, que participou da expedição, o local onde o fóssil foi encontrado é de difícil acesso e apresenta condições extremas para o trabalho de campo. Por isso, os restos da tartaruga ainda permanecem na região, guardados com segurança por parceiros locais até que a Ufac possa organizar a remoção adequada.

Além da descoberta em si, os pesquisadores vêm estudando a geologia do local por meio da datação de cristais de zircão presentes nos sedimentos e rochas, o que deve contribuir para uma melhor compreensão da evolução ambiental da Amazônia.

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