Um novo estudo, conduzido por pesquisadores da Anglia Ruskin University (ARU) e do Imperial College London, ambos no Reino Unido, sugere que fósseis desses animais pré-históricos podem contribuir para o desenvolvimento de novos tratamentos contra o câncer.
A luta contra o câncer é um dos maiores desafios da humanidade, mas a solução para a doença pode estar enterrada há milhões de anos, na época dos dinossauros.
Um novo estudo, conduzido por pesquisadores da Anglia Ruskin University (ARU) e do Imperial College London, ambos no Reino Unido, sugere que fósseis desses animais pré-históricos podem contribuir para o desenvolvimento de novos tratamentos contra o câncer.
Ao longo de uma década de pesquisas, a equipe utilizou técnicas avançadas para identificar dados moleculares preservados em fósseis antigos. O foco do estudo foi a busca por estruturas semelhantes a glóbulos vermelhos nos ossos fossilizados de dinossauros.
O espécime analisado foi a mandíbula de um Telmatosaurus transsylvanicus, um herbívoro com bico de pato que habitava a região onde hoje fica a Romênia, há cerca de 66 a 70 milhões de anos. De acordo com os cientistas, a análise revelou a possibilidade de que tumores antigos estivessem presentes nesses fósseis, o que pode ajudar a compreender melhor as origens moleculares do câncer.
Essa descoberta abre caminho para que, no futuro, sejam desenvolvidos novos tratamentos e estratégias terapêuticas, baseadas na evolução e no comportamento dessa doença ao longo de milhões de anos.