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Flor Matizada encerra Festival de Cirandas com espetáculo grandioso e tecnológico

Apresentação destacou resistência amazônica com enredo folclórico, coreografias inovadoras e emoção na arena

01 de Setembro de 2025
Foto: Aguilar Abecassis/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa

Encerrando a última noite do 27º Festival de Cirandas de Manacapuru, a Flor Matizada brilhou na arena do Parque do Ingá no último domingo (31), levando ao público o tema “Amazônia: Sonho e Luta Cirandeira”. A apresentação marcou o encerramento da festa que movimentou o município localizado a 68 quilômetros de Manaus.

A agremiação lilás e branca surpreendeu com estruturas alegóricas imponentes, cores vibrantes e recursos tecnológicos de ponta, como leds e hologramas, que deram vida ao espetáculo e encantaram os espectadores. O projeto de arena reafirmou a ligação da ciranda com a floresta e trouxe à cena um enredo repleto de fantasia e resistência cultural.

O ato de abertura iniciou no Nordeste brasileiro, de onde partiu uma caravela em direção à Amazônia. Nesse momento, o cordão de entrada encenou o nascimento da flor matizada, que diante da destruição da fauna e da flora, acabou sendo roubada, estabelecendo o fio condutor do espetáculo.

A narrativa se desenvolveu em torno dos personagens Antônio e Benta, que pediram licença à Mãe da Mata para embarcar na jornada em defesa da floresta. O cordão principal surgiu debaixo das asas de uma borboleta gigante, conduzindo as crianças à luta pela preservação da Amazônia e pela recuperação da flor.

No percurso, os personagens receberam a ajuda de figuras do imaginário indígena, como a Caipora, o Curupira e o Pajé, que compartilharam seus saberes ancestrais. A flor matizada foi finalmente resgatada com a aparição da Cirandeira Bela, simbolizando a força e a união pela defesa da natureza.

Um dos pontos altos da noite foi a inovação coreográfica, com formações e transições que preencheram toda a arena do Parque do Ingá. O público acompanhou de perto a sintonia de 160 cirandeiros, que deram intensidade e dinamismo à apresentação.

Segundo o presidente da agremiação, Alexandre Queiroz, o espetáculo foi resultado de meses de dedicação coletiva. “Foi um trabalho de muitas reuniões, feito por várias mãos. Viemos com um tema inovador e humildade para conquistar nosso objetivo, que é o título”, afirmou. O puxador Walace Martins destacou os seis meses de ensaios intensos até o grande dia. Já a Cirandeira Bela, Ellen Juliana, descreveu a emoção da apresentação: “O coração foi a mil, a torcida da Flor Matizada é gigantesca e aguardava um verdadeiro espetáculo”.

A expectativa agora se volta para a apuração das notas, marcada para esta segunda-feira (1º), às 14h, no Parque do Ingá. O resultado definirá a grande campeã do 27º Festival de Cirandas de Manacapuru.

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