Esportes

Flamengo encerra canoagem, pararemo e anuncia saída de Isaquias Queiroz no clube

Clube cita decisão estratégica e encerra único esporte paralímpico mantido atualmente

05 de Janeiro de 2026
Foto: Reprodução

O Flamengo anunciou nesta segunda-feira (5) a dispensa dos atletas da canoagem e o encerramento da equipe paralímpica do remo, único esporte paralímpico mantido pelo clube até então. A decisão foi comunicada por meio de nota oficial, na qual a diretoria classificou o rompimento com as modalidades como uma escolha estratégica dentro do planejamento esportivo.

Entre os desligados está o canoísta Isaquias Queiroz, um dos maiores nomes do esporte olímpico brasileiro e dono de cinco medalhas em Jogos Olímpicos. Além dele, também deixaram o clube os atletas Gabriel Assunção, Mateus dos Santos, Valdenice do Nascimento e Roberto Maehler, que integravam a equipe de canoagem.

O pararemo, que representava o único esporte paralímpico do Flamengo, também teve suas atividades encerradas. A equipe era composta por Michel Pessanha, Gessyca Guerra, Diana Barcelos de Oliveira e Valdenir Junior. Até o momento, os atletas dispensados não se pronunciaram publicamente sobre a decisão do clube.

Segundo informações publicadas na coluna do jornalista Lauro Jardim, no jornal O Globo, o custo mensal do remo paralímpico para o Flamengo era de cerca de R$ 10 mil. A canoagem, apesar de contar com um campeão olímpico como principal nome, também foi descontinuada dentro do mesmo processo de reavaliação das modalidades esportivas.

Isaquias Queiroz defendeu o Flamengo por aproximadamente sete anos nesta última passagem. Ao longo da carreira olímpica, o atleta conquistou cinco medalhas: ouro no C1 1000m em Tóquio, prata no C1 1000m em Paris 2024, duas pratas no C1 1000m e no C2 1000m na Rio 2016, além de um bronze no C1 200m nos Jogos realizados no Brasil.

Na nota oficial, o Flamengo destacou o orgulho de ter contado com Isaquias em seu elenco e ressaltou o legado deixado pelo atleta durante o período em que vestiu o Manto Sagrado. O clube agradeceu o profissionalismo, a dedicação e as conquistas alcançadas por todos os integrantes da canoagem ao longo do vínculo.

A diretoria explicou que a decisão de encerrar a modalidade está alinhada à filosofia do clube de investir em estruturas permanentes, formação de base e desenvolvimento contínuo de atletas. Um dos pontos citados foi o fato de quatro canoístas, incluindo Isaquias, não residirem nem treinarem no Rio de Janeiro, o que inviabilizaria a consolidação de um projeto estruturado.

Em relação ao pararemo, o Flamengo também agradeceu aos atletas pela representação do clube no paradesporto e desejou sucesso na continuidade de suas carreiras. Com o encerramento das atividades, o Rubro-Negro deixa de manter, ao menos por ora, qualquer modalidade paralímpica em sua estrutura esportiva.

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