Saúde

Fiocruz alerta para aumento de SRAG em crianças com volta às aulas

Aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave é registrado principalmente em Goiás e no Distrito Federal

13 de Fevereiro de 2025
Foto: Tony Winston/Agência Brasília

O Boletim InfoGripe da Fiocruz emitiu um alerta sobre o aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre crianças e adolescentes, especialmente entre 5 e 14 anos, com o retorno às aulas. A pesquisadora Tatiana Portella, responsável pelo boletim, destacou que o aumento tem sido registrado principalmente no estado de Goiás e no Distrito Federal. 

O retorno às aulas, que coloca as crianças em ambientes fechados, com maior contato e menor circulação de ar, tem favorecido a transmissão dos vírus respiratórios. Diante disso, Tatiana orienta que, caso a criança ou o adolescente apresente sintomas gripais, evite frequentar a escola. 

“A orientação é ficar em casa, em isolamento, recuperando-se da infecção, para evitar transmitir o vírus para outras crianças dentro da escola e, assim, quebrar a cadeia de transmissão desses vírus respiratórios. Se não for possível manter a criança dentro de casa em isolamento, a recomendação é que, caso ela já tenha idade adequada, vá para a escola usando uma boa máscara, especialmente dentro da sala de aula”, afirmou a pesquisadora. 

Tatiana também fez um alerta sobre a covid-19, que continua a afetar principalmente a população idosa, mas também impacta crianças pequenas e outros grupos de risco. Ela reforçou a importância da vacinação contra o coronavírus, especialmente para os grupos vulneráveis, e recomendou o uso de máscaras em locais fechados, como escolas e postos de saúde. 

No cenário nacional, o boletim indica que os casos de SRAG estão em baixa ou em queda na maioria dos estados do Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil. No entanto, a região Norte (Amapá, Rondônia, Tocantins) e a região Centro-Oeste (Mato Grosso) registraram crescimento nos casos de SRAG associados à covid-19, principalmente entre os idosos. 

“Contudo, em alguns outros estados da região Norte, como Amazonas, Pará e Maranhão, a gente já tem observado o início de reversão desse crescimento e até mesmo queda do número de novos casos graves por covid-19”, concluiu Tatiana Portella. 

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