Com o futuro incerto de Gabigol, a torcida do Flamengo segue dividida entre gratidão pelo legado deixado e críticas à forma como a diretoria conduziu o desfecho da relação com o ídolo
O contrato entre Flamengo e Gabigol, maior ídolo recente do clube, chegou ao fim no dia 31 de dezembro, sem acordo para renovação. A situação gerou críticas, inclusive de Zico, que lamentou a condução do processo. Segundo ele, o clube não deu a devida atenção ao ídolo, deixando dúvidas e problemas externos interferirem na decisão.
Zico destacou, em entrevista ao programa "Redação SporTV", que Gabigol não recebeu a continuidade necessária em campo para mostrar seu futebol. "Um ídolo como ele não deveria passar por isso. Situações chatas surgiram fora do campo, e o Flamengo acabou empurrando o problema", afirmou. O ex-jogador reforçou que a falta de confiança foi prejudicial para o atleta e para o clube.
A despedida de Gabigol aconteceu no dia 8 de dezembro, na última rodada do Brasileirão, quando o Flamengo empatou com o Vitória por 2 a 2. No Maracanã, o camisa 99 foi homenageado pela torcida, que lotou o estádio para celebrar sua história no clube. O jogo marcou o fim de uma trajetória de seis temporadas vitoriosas.
Com a camisa do Flamengo, Gabigol somou 161 gols e 43 assistências em 308 partidas, além de conquistar inúmeros títulos. Ele foi peça-chave nas duas Libertadores (2019 e 2022), dois Campeonatos Brasileiros, duas Copas do Brasil, duas Supercopas do Brasil, uma Recopa Sul-Americana e quatro Cariocas, consolidando seu nome na história rubro-negra.
Agora, com sua saída confirmada, o futuro de Gabigol ainda é incerto. Enquanto isso, a torcida do Flamengo segue dividida entre gratidão pelo legado deixado e críticas à forma como a diretoria conduziu o desfecho da relação com o ídolo.