Fenômeno é o mais letal do ano no país e segue em direção ao Vietnã
O governo das Filipinas decretou estado de emergência nacional após a passagem do Tufão Kalmaegi, que deixou 114 mortos e 127 desaparecidos. Este foi o 20º ciclone tropical a atingir o país em 2025 e o mais mortal até agora.
O ciclone atingiu o arquipélago com ventos acima de 150 km/h, provocando enchentes, deslizamentos e apagões em várias províncias. Mais de 2 milhões de pessoas foram afetadas, e 560 mil ficaram desalojadas. A província de Cebu foi uma das mais atingidas, com bairros inteiros destruídos e comunidades isoladas.
O presidente Ferdinand Marcos Jr. decretou a medida para liberar recursos emergenciais e conter a alta dos preços de alimentos e combustíveis. O governo tenta evitar escassez de produtos básicos e garantir apoio humanitário às áreas afetadas. Equipes de resgate ainda buscam desaparecidos em regiões de difícil acesso.
O Kalmaegi continua ativo e segue pelo Mar da China Meridional, em direção ao Vietnã, já com força equivalente a um furacão de categoria 4. Outra tempestade, Fung-Wong, chamada localmente de Uwan,deve se intensificar nos próximos dias e pode provocar novas inundações no norte das Filipinas.
Especialistas alertam que o aquecimento dos oceanos tem tornado os tufões mais fortes e frequentes. O aumento das temperaturas e da umidade intensifica as chuvas e os ventos, ampliando os riscos de tragédias. As Filipinas estão entre os países mais vulneráveis do mundo a desastres climáticos.