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Fifa defende CazéTV e abre negociação por direitos da Copa de 2030

Entidade nega conflito de interesses na Copa de 2026 e afirma que nenhum grupo foi excluído da disputa pelos direitos de mídia do Mundial de 2030.

Por: Portal Amz em Pauta
02 de Julho de 2026
Foto: Reprodução

A Fifa saiu em defesa do modelo de transmissão adotado pela CazéTV durante a Copa do Mundo de 2026 e afirmou que não vê conflito de interesses na atuação da LiveMode no mercado brasileiro. A empresa, que controla o canal digital comandado por Casimiro Miguel, adquiriu direitos de competições da entidade e também sublicenciou parte das transmissões para outros veículos. Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, o diretor de Negócios da Fifa, Romy Gai, disse que toda a operação ocorreu com conhecimento e aprovação da entidade.

Segundo o executivo, a relação entre LiveMode e CazéTV sempre foi transparente. Gai explicou que a empresa comprou direitos de diferentes torneios da Fifa desde 2022 com a intenção de utilizar, total ou parcialmente, a CazéTV como plataforma de exibição. Para a entidade, esse formato não representa irregularidade, desde que os acordos passem pela aprovação da Fifa e sigam os critérios definidos nos contratos de mídia.

A posição da entidade ocorre em meio a questionamentos sobre o espaço ocupado pela CazéTV nas transmissões esportivas no Brasil. Na Copa do Mundo de 2026, o canal digital foi o único veículo a exibir todos os jogos do torneio no país. Parte dos direitos também foi repassada ao SBT e à NSports, enquanto a TV Globo manteve presença relevante na cobertura da competição.

Para a Fifa, a combinação entre plataformas digitais e emissoras tradicionais ampliou o alcance do Mundial entre os torcedores brasileiros. Romy Gai avaliou que a CazéTV apresentou uma linguagem inovadora e eficiente para dialogar com novos públicos, especialmente no ambiente digital. Ele também destacou que a cobertura feita por Globo, SBT, NSports e CazéTV garantiu ao Brasil uma das transmissões mais diversificadas da Copa.

O dirigente rejeitou a ideia de que a LiveMode esteja impedida de participar de futuras negociações por adquirir, explorar e sublicenciar direitos esportivos. Segundo ele, esse modelo já é comum no mercado internacional de mídia esportiva. Gai afirmou que, em vários países, empresas detentoras de direitos utilizam parte do conteúdo em suas próprias plataformas e distribuem outra parte para parceiros, sempre mediante aprovação da entidade responsável pelo torneio.

Sobre a Copa do Mundo de 2030, que será organizada por Espanha, Portugal e Marrocos, com partidas inaugurais na América do Sul, a Fifa informou que ainda não definiu como será o processo de venda dos direitos de transmissão no Brasil. De acordo com Romy Gai, todos os direitos de mídia do torneio seguem sob controle da entidade, sem qualquer contrato assinado até o momento. Ele também afirmou que nenhuma empresa está em vantagem ou foi retirada da disputa.

A entidade informou ainda que, antes de fechar novos acordos, fará uma avaliação criteriosa dos possíveis parceiros. O processo deve considerar critérios de conformidade, alcance, capacidade de distribuição, engajamento do público, retorno financeiro e contribuição para o desenvolvimento do futebol. A Fifa também reforçou que não adota um modelo único para todos os países, já que cada mercado possui características próprias de consumo, legislação, infraestrutura e acesso às plataformas digitais.

Outro ponto abordado foi a presença de empresas de apostas esportivas em anúncios durante transmissões no Brasil. A CazéTV chegou a ser alvo de críticas e de investigação do Ministério da Justiça por suposta publicidade abusiva de bets, o que levou o canal a mudar a forma de exibir esse tipo de propaganda durante os jogos. A Fifa afirmou que não participa das negociações comerciais feitas pelos veículos de comunicação, mas disse realizar checagens próprias quando firma contratos de patrocínio com empresas ligadas ao setor.

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