Espetáculo do Grupo Arte e Movimento será apresentado nesta sexta-feira (25) e reúne 16 bailarinos em uma celebração das raízes ribeirinhas e caboclas.
Codajás, no interior do Amazonas, recebe nesta sexta-feira (25) o espetáculo “Festejo Caboclo”, apresentado pelo Grupo Arte e Movimento. A montagem foi idealizada pelo artista Kevin Peres, diretor e coreógrafo da companhia, e tem como proposta valorizar a cultura amazônica por meio da dança, da música e de manifestações populares ligadas à memória e à identidade das comunidades ribeirinhas.
O espetáculo foi construído a partir de referências da vida cabocla e conduz o público por diferentes aspectos da cultura regional. Ao longo da apresentação, a relação com a terra, a fé, a ancestralidade e as festas populares aparecem como elementos centrais da narrativa artística.
A montagem é dividida em cinco momentos: Relação com a Terra, Religiosidade e Ancestralidade Cabocla; Boi-Bumbá; São João; Carimbó; e Beiradão. Cada etapa apresenta uma linguagem própria, com coreografias, figurinos e cenários inspirados no universo amazônico e em tradições que seguem presentes no cotidiano das comunidades.
Para Kevin Peres, transformar lembranças e experiências vividas em comunidade ribeirinha em espetáculo é uma forma de manter essas tradições vivas. O artista afirma que o trabalho do Grupo Arte e Movimento busca justamente exaltar a cultura amazônica e levar ao palco elementos que fazem parte da formação e da memória do povo da região.
“Eu carrego comigo essa vivência de comunidade ribeirinha. Agora, como artista, poder transformar essa vivência e as minhas memórias em espetáculo de dança é algo muito gratificante”, destacou Kevin. Segundo ele, cada oportunidade de colocar essas manifestações em cena representa também um motivo de orgulho para o grupo.
Com 16 bailarinos, “Festejo Caboclo” é resultado de um processo de pesquisa e formação desenvolvido pela companhia. O trabalho busca valorizar danças e manifestações culturais do Amazonas, reunindo elementos da fé, da festa, da música e da ancestralidade em uma mesma apresentação.
Mais do que uma apresentação de dança, o espetáculo propõe uma conexão com as raízes amazônicas e com a força das tradições mantidas por diferentes gerações. O projeto foi contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), mecanismo de incentivo à cultura que apoia iniciativas artísticas em todo o país.