Mistura de reggaeton, trap e salsa transformou o porto-riquenho no artista mais ouvido do mundo
Já tem gente à espera de Bad Bunny na porta do estádio, na Barra Funda, Zona Oeste da capital. Fãs começaram a formar fila ainda na noite da última quinta-feira (19) para tentar garantir um lugar mais próximo do palco. O cantor se apresenta em São Paulo nesta sexta-feira (20) e no sábado (21), com expectativa de casa cheia nas duas noites.
Aos 31 anos, o artista se consolidou como um dos maiores nomes da música mundial. Foi o mais ouvido do planeta no Spotify por quatro anos consecutivos, entre 2020 e 2023, e retomou a liderança global em 2025.
A mistura de reggaeton, trap e salsa ajudou a transformá-lo em fenômeno internacional, com repertório que combina batidas dançantes e letras marcadas por desilusões amorosas e reflexões pessoais. Nos palcos, o espetáculo é dividido em atos e aposta em uma atmosfera que alterna grandiosidade e momentos mais intimistas.
O posicionamento político também é parte central de sua imagem pública. Ele já se manifestou em defesa dos direitos LGBT e criticou políticas migratórias dos Estados Unidos em eventos como o Grammy Awards. Na música El Apagón, aborda a crise energética em Porto Rico e denuncia a gentrificação da ilha.
Nos palcos, as turnês recentes apostam em uma narrativa quase teatral, com estrutura dividida em atos e forte valorização da cultura porto-riquenha. O espetáculo costuma começar no palco principal e depois migrar para o espaço chamado “La Casita”, criando um momento mais intimista dentro de uma produção de grande porte, com surpresas reservadas para o fim da apresentação.