Cinco pessoas seguem desaparecidas três meses após acidente com lancha no Encontro das Águas.
Três meses após o naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, familiares das cinco pessoas desaparecidas seguem cobrando a continuidade das buscas no Amazonas. O acidente ocorreu no dia 13 de fevereiro, nas proximidades do Encontro das Águas, em Manaus, e deixou três mortos e cinco desaparecidos.
Segundo Jorge Noronha, marido de Ana Carla, uma das vítimas ainda não localizadas, as buscas continuam de forma reduzida, duas vezes por semana. Ele afirmou que os familiares recebem relatórios dos órgãos responsáveis após cada operação, mas ainda aguardam respostas sobre a localização dos desaparecidos e a retirada da embarcação submersa.
De acordo com Jorge, a remoção da lancha depende da vazante do rio, sem previsão exata para acontecer. Ele relatou que a espera tem sido marcada pela dor e pela incerteza, mas reforçou o pedido para que as buscas não sejam esquecidas pelas autoridades.
Em nota, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas informou que as buscas seguem por tempo indeterminado. Após 34 dias de operação ininterrupta, entre 13 de fevereiro e 19 de março, os trabalhos passaram a ocorrer de forma intermitente, com uso de drones, embarcações e sonar para leitura do leito do rio.
A lancha saiu de Manaus por volta das 12h30 e naufragou durante a viagem, em uma região conhecida pela força das águas. Parte dos passageiros foi resgatada por embarcações que passavam pelo local. As causas do acidente continuam sob investigação. O piloto da embarcação, Pedro José da Silva Gama, passou a responder como réu por homicídio qualificado após denúncia do Ministério Público do Amazonas aceita pela Justiça.