Se condenada, a falsa esteticista pode somar uma pena que ultrapasse 25 anos de reclusão
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul indiciou Ana Carolina por lesão corporal gravíssima e outros crimes após quatro mulheres sofrerem complicações graves em procedimentos estéticos realizados por ela. As investigações começaram em setembro de 2024, quando as vítimas precisaram de atendimento médico e internações. Uma delas passou por traqueostomia e sofreu deformação permanente.
Durante a investigação, a polícia apreendeu diversos medicamentos estéticos na casa da suspeita. Os produtos, que só podem ser manuseados por médicos, dentistas ou biomédicos, eram importados ilegalmente e não tinham registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Além dos medicamentos, os agentes encontraram um diploma de estética supostamente expedido por uma faculdade de Campo Grande. Após perícia, foi constatado que o documento era falso, reforçando as acusações contra a investigada.
Ana Carolina foi indiciada por lesão corporal gravíssima, uso de produto sem registro na Anvisa, indução do consumidor a erro e uso de documento falso. A Polícia Civil também obteve uma decisão judicial que impede a mulher de continuar atuando na área estética.
Agora, cabe ao Ministério Público decidir quais crimes serão formalmente denunciados contra Ana Carolina. Se condenada, a soma das penas pode ultrapassar 25 anos de reclusão.
O caso alerta para os riscos de procedimentos estéticos realizados por profissionais sem qualificação. A polícia orienta que consumidores verifiquem sempre as certificações e registros dos responsáveis antes de realizar qualquer intervenção.