Subsidiárias buscam recuperação judicial para manter serviços e evitar demissões
A falência da Oi, decretada pela Justiça do Rio de Janeiro no último dia 10 de novembro, provocou incertezas entre as empresas que prestam serviços de manutenção de rede e atendimento ao cliente. As subsidiárias Serede Serviços de Rede S.A. e Tahto Brasil Telecom Call Center entraram com pedidos de recuperação judicial para tentar preservar suas operações.
A Serede, responsável por técnicos em campo, emprega cerca de 5 mil trabalhadores em todo o país e enfrenta atrasos salariais e cortes contratuais. Já a Tahto, que atua no atendimento e suporte aos clientes, também tenta reestruturar suas finanças. Juntas, as duas empresas acumulam dívidas superiores a R$ 800 milhões, grande parte de natureza trabalhista.
Segundo decisão da 7ª Vara Empresarial, as subsidiárias terão 60 dias para apresentar um plano de recuperação. A Justiça determinou ainda que prestem contas mensais ao administrador judicial, mantendo a transparência sobre a situação financeira. Apesar do vínculo com a Oi, ambas afirmam ter autonomia jurídica e operacional, o que pode facilitar a continuidade das atividades.
A Anatel informou que os serviços da Oi como telefonia, internet e atendimento, seguirão funcionando normalmente durante o processo de falência, sob supervisão judicial. A agência garantiu que a infraestrutura será mantida, inclusive em regiões onde a Oi é a única operadora.
Sindicatos do setor alertam para o risco de demissões em massa caso os contratos de manutenção e call center não sejam renovados. O cenário abre espaço para novos fornecedores e reestruturação do mercado de telecomunicações no país.