Mostra reúne mais de 100 obras de 55 artistas no Palácio da Justiça.
O artista plástico Jandr Reis irá celebrar o aniversário de 356 anos de Manaus com a mostra coletiva “Manaus: Arte e Memória da Amazônia”. A abertura será nesta quinta-feira (23), às 19h, no Centro Cultural Palácio da Justiça, localizado no Centro da capital.
Palácio da Justiça (Foto: Márcio James)
Com mais de 35 anos de carreira, Jandr é conhecido por trabalhos que retratam a paisagem e a cultura amazônica, abordando temas ligados à identidade local e à preservação ambiental. A exposição inédita é promovida pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, e reúne mais de 100 obras assinadas por 55 artistas, todas pertencentes ao acervo pessoal do artista. Além de pinturas, a mostra inclui também fotografias artísticas.
Segundo Jandr, o projeto é uma homenagem à cidade e aos artistas que contribuem para construir a memória visual de Manaus. “O artista também é um colecionador. Essa mostra é uma forma de celebrar a classe artística, valorizar a história da arte local e refletir sobre o passado, o presente e o futuro da criação amazônica”, afirmou.
O artista conta que sua paixão pelo colecionismo surgiu na década de 1990, quando recebeu de presente uma obra de Oscar Ramos. A partir daí, passou a adquirir e trocar trabalhos com outros artistas, formando um acervo que se tornou referência em arte amazônica. “Em determinado momento, já tinha tantas obras que comecei a trocar com colegas artistas. Foi assim que construí essa coleção, fruto de amizade, admiração e paixão pela arte”, contou.
A mostra também presta homenagem a nomes que marcaram a história das artes visuais no Amazonas e destaca artistas contemporâneos que seguem em plena produção. “Gosto de viver cercado de arte. Essa exposição reflete o carinho e a admiração que tenho por todos que fazem parte desse cenário”, enfatizou Jandr.
A curadoria é assinada por Cléia Viana, que ressalta o papel dos colecionadores como “guardiões da memória artística”. Segundo ela, o acervo preserva obras de diferentes épocas e estilos, garantindo que as narrativas culturais da Amazônia continuem acessíveis às futuras gerações. “A exposição propõe uma travessia pela história da arte manauara, como quem percorre o leito profundo de um rio que transporta tempos, gestos e visões. Estruturada em três eixos, a mostra reflete as diversas fases da criação artística na cidade e suas relações com o imaginário amazônico”, explica a curadora.