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Exposição 'Amazônia Preta' abre o Mês da Consciência Negra com arte e ancestralidade no Palacete Provincial

Mostra tem cortejo do Maracatu Pedra Encantada e homenagens a personalidades negras da região.

29 de Outubro de 2025
Foto: Michael Dantas / SEC

O Palacete Provincial, localizado no Centro Histórico de Manaus, será transformado em um espaço de arte, memória e celebração da negritude com a abertura da exposição “Amazônia Preta”, neste sábado (1º/11), a partir das 10h. A mostra marca o início do Mês da Consciência Negra na capital amazonense e é um desdobramento do projeto “Pretoberâncias”, contemplado pelo Edital Povo Negro – Lei Aldir Blanc nº 10/2024, com apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

A programação de abertura contará com o cortejo do Maracatu Pedra Encantada, que sairá da Praça Heliodoro Balbi conduzindo o público até o interior do Palacete, em um convite à escuta, ao encontro e à celebração da cultura afro-amazônica. A ação simbólica inaugura um ciclo de atividades que colocam em evidência o protagonismo negro na história e na arte da região.

Mais do que uma exposição, “Amazônia Preta” se apresenta como um ato de reafirmação e visibilidade da presença negra na Amazônia. O conceito de Pretoberâncias, um neologismo que representa o transbordamento criativo da negritude amazônida, guia a proposta curatorial da mostra, que reúne obras produzidas durante uma residência artística marcada pela troca de saberes e pela construção coletiva.

Um dos destaques é a intervenção inédita na fachada do Palacete, intitulada “Gigantes da Memória”. As 17 janelas do prédio histórico exibem ilustrações de personalidades negras amazônicas de diversas áreas, como artes, educação, ciência e cultura. A instalação transforma o espaço em um marco de resistência simbólica, reposicionando a narrativa sobre a negritude na história da Amazônia e convidando os visitantes a refletirem sobre o papel desses protagonistas na formação da identidade regional.

Participam da exposição os artistas Anete Valdevino, Daniel Esteves, Ducoq, Yires, Shek, Lima, Ecto, Vic, Sìsí Rolim, Toró, Vivian Evangelista, Joe Maia, Subproduto, Geci, Flora e Dayo Nascimento, além das participações especiais de Bruno Souza, Bina, Áquila Muniz, Junior Gonçalves, Ventinho, Rana Mariwo e o grupo Maracatu Pedra Encantada.

A curadoria é assinada por Marcelo Rufi, com projeto visual de Manuo e montagem de Haisha, Estevan Leandro e William Nascimento. O registro fotográfico é de Edvando Alves e André Cavalcante Pereira, e a consultoria de acessibilidade é de Henry Martínez Hernández, reforçando o compromisso da mostra com a inclusão e o acesso democrático à arte.

Com a exposição “Amazônia Preta”, o Centro Histórico de Manaus ganha novas cores, sons e significados. O Palacete Provincial, antes símbolo de uma história oficial excludente, se torna palco de ressignificação e pertencimento, reafirmando a potência da arte negra amazônida como instrumento de memória, resistência e transformação social.

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