Ciência e Tecnologia

Explosões de supernovas podem ter provocado resfriamentos globais na Terra, diz estudo

O estudo foi conduzido por Robert Brakenridge, pesquisador sênior do Instituto de Pesquisa Ártica e Alpina da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos.

13 de Junho de 2025
Foto: Reprodução

Uma nova pesquisa publicada na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society sugere que explosões de supernovas — a morte violenta de estrelas massivas — podem ter influenciado o clima da Terra ao longo da história. Mesmo ocorrendo a centenas de anos-luz de distância, esses eventos cósmicos são capazes de emitir radiação suficiente para impactar a atmosfera terrestre.

O estudo foi conduzido por Robert Brakenridge, pesquisador sênior do Instituto de Pesquisa Ártica e Alpina da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos. Ele desenvolveu um novo modelo que mostra como a radiação gerada por supernovas pode reduzir a camada de ozônio e alterar a concentração de gases do efeito estufa, como o metano — provocando, assim, períodos de resfriamento global.

“Se uma supernova ocorresse a apenas 30 anos-luz da Terra, poderia destruir a atmosfera e exterminar toda forma de vida. Mas mesmo a distâncias muito maiores, seus efeitos ainda podem ser significativos para o clima”, afirma Brakenridge.

As supernovas emitem fótons altamente energéticos que, ao atingirem a atmosfera da Terra, podem destruir moléculas de ozônio — a camada que protege o planeta da radiação ultravioleta solar. Sem essa proteção, mais radiação atinge a superfície, interferindo em compostos atmosféricos como o metano. A redução desse gás, fundamental para reter calor na atmosfera, poderia desencadear quedas bruscas de temperatura.

Ao contrário de pesquisas anteriores, focadas apenas em teoria, Brakenridge utilizou dados reais de telescópios espaciais para testar os efeitos das supernovas no passado. A proposta é que entender essas influências cósmicas possa ajudar a humanidade a se preparar para possíveis eventos semelhantes no futuro.

Embora não haja supernovas ameaçadoras previstas para o futuro próximo, o estudo reforça como o universo pode, silenciosamente, afetar o clima e a vida na Terra — mesmo a partir de distâncias inimagináveis.

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