Situado a 880 anos-luz da Terra, Tylos é um gigante gasoso que orbita tão próximo de sua estrela, a Dilmun, que sua atmosfera ferve, com nuvens de metal vaporizado.
Um estudo publicado nesta segunda-feira (2) na revista Nature Astronomy trouxe novas pistas sobre a origem de Tylos, também conhecido como WASP-121b, um dos exoplanetas mais extremos já observados.
Situado a 880 anos-luz da Terra, Tylos é um gigante gasoso que orbita tão próximo de sua estrela, a Dilmun, que sua atmosfera ferve, com nuvens de metal vaporizado. Agora, cientistas identificaram os blocos de construção que deram origem ao planeta: pequenas pedras e poeira remanescentes do nascimento da estrela.
Utilizando o Telescópio Espacial James Webb (JWST), da NASA, a equipe liderada por Thomas Evans-Soma, da Universidade de Newcastle (Austrália), detectou diversas moléculas na atmosfera de Tylos, incluindo monóxido de silício — um indicativo da presença de rocha vaporizada —, além de água, metano e monóxido de carbono. Esses elementos são fundamentais para traçar a história de formação e evolução do planeta.
Tylos possui 1,75 vez o tamanho de Júpiter, mas apenas 1,16 vez sua massa, o que o torna um planeta mais “fofo” e inchado. Ele completa uma órbita ao redor da estrela a cada 30 horas, uma proximidade tão extrema que faz com que sua atmosfera esteja constantemente evaporando e expandida devido ao calor intenso — condição que facilita sua observação com telescópios espaciais.