Mais de 4 mil ações foram realizadas em 2025 no combate a crimes nas áreas de fronteira e ambientais
O Exército Brasileiro realizou mais de 4 mil ações operacionais na faixa de fronteira do país em 2025, causando prejuízo estimado em R$ 633,8 milhões ao crime organizado. As operações resultaram na apreensão de drogas, armas, munições, veículos, embarcações e materiais utilizados em atividades ilícitas.
Segundo os dados divulgados pela Força Terrestre, o investimento operacional foi de aproximadamente R$ 10 milhões, o que representa, de acordo com o Exército, uma relação considerada positiva entre custo e impacto no combate aos crimes transfronteiriços.
A faixa de fronteira brasileira corresponde a 16,7% do território nacional e possui mais de 16 mil quilômetros de extensão, fazendo limite com dez países da América do Sul. A região reúne desafios ligados à baixa densidade populacional, infraestrutura limitada e diversidade ambiental.
A atuação do Exército se baseia em duas estratégias principais: presença e dissuasão. Atualmente, a força mantém 78 organizações militares distribuídas na fronteira, reunindo cerca de 25 mil militares em atuação permanente.
As ações são reforçadas pelo Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), programa estratégico que integra sensores, meios de comunicação e ferramentas de inteligência para ampliar a vigilância em áreas consideradas sensíveis.
Entre as operações de destaque está a Operação Ágata, realizada de forma integrada com outros órgãos federais. Já a Operação Catrimani, iniciada em 2024, concentra esforços no combate ao garimpo ilegal e na proteção ambiental em áreas indígenas.
O Exército também atua em operações de desintrusão em terras indígenas como Yanomami, Kayapó, Munduruku e Uru-Eu-Wau-Wau, oferecendo apoio logístico e operacional para ações da Funai, Polícia Federal e Ibama.
Além das ações de segurança, a força também participa de projetos sociais e de infraestrutura na Amazônia. Entre eles estão o Programa Calha Norte, o Programa Amazônia Protegida e o Projeto Amazônia Conectada, que busca ampliar a inclusão digital em regiões isoladas por meio de rede de fibra óptica fluvial.
Segundo o Exército, a atuação nas fronteiras ocorre de forma subsidiária e integrada com outros órgãos federais, conforme previsto na Constituição Federal e na Lei Complementar nº 97/1999.