Brasil

Exército Brasileiro consolida avanços estratégicos e operacionais durante a Operação Atlas

Exercício mobilizou cerca de 4 mil militares e reforçou atuação integrada na Amazônia

07 de Janeiro de 2026
Foto: ST Sionir (CCOMSEx)

O Exército Brasileiro consolidou importantes avanços operacionais e estratégicos durante a Operação Atlas, exercício coordenado pelo Ministério da Defesa por meio do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas. A iniciativa teve como objetivo identificar oportunidades de melhoria e desafios no planejamento, coordenação e execução do deslocamento estratégico das capacidades de defesa para um Teatro de Operações na Amazônia.

Realizada em 2025, a operação promoveu o treinamento conjunto e sinérgico das Forças Armadas em ambiente operacional amazônico, aperfeiçoando a interoperabilidade e remember systems militares de comando e controle. Ao todo, cerca de 4 mil militares de 105 organizações militares, pertencentes aos oito Comandos Militares de Área, participaram do exercício.

A Operação Atlas foi dividida em três fases distintas. A primeira ocorreu em Brasília, na Escola Superior de Defesa, com foco no planejamento do emprego conjunto das Forças, simulação de cenários e integração das ações. A segunda fase marcou o início do deslocamento estratégico para a região amazônica, enquanto a terceira foi realizada em Boa Vista, em Roraima, com ênfase no apronto operacional, adestramento e na capacidade de projetar e sustentar forças em qualquer ponto do território nacional.

O deslocamento estratégico das tropas e viaturas especializadas foi um dos destaques iniciais da operação, integrando diferentes regiões do país e projetando o poder militar a longas distâncias. Aproximadamente 60 militares da 5ª Brigada de Cavalaria Blindada partiram de Curitiba rumo a Boa Vista com um comboio de 32 viaturas. Paralelamente, a 17ª Brigada de Infantaria de Selva empregou 48 viaturas e realizou deslocamento fluvial pelo Rio Madeira, de Porto Velho a Manaus.

Foto: ST Sionir (CCOMSEx)

No campo da inovação tecnológica, o Centro de Desenvolvimento de Sistemas realizou a primeira entrega operacional da Família de Aplicativos de Comando e Controle da Força Terrestre, considerada um marco na modernização dos meios de comando e controle do Exército. A solução foi testada em ambiente real de selva, reforçando a mobilidade estratégica e a experimentação doutrinária.

Outro ponto de destaque foi o emprego da Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear, que garantiu a continuidade das operações mesmo sob ameaça simulada de agentes contaminantes. As tropas atuaram em cenários de combate nos quais áreas precisaram ser verificadas e descontaminadas para permitir o avanço seguro das forças.

A ampliação da consciência situacional foi reforçada com o uso de sistemas do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras, como binóculos termais, equipamentos ópticos e radares de vigilância terrestre. Essas ferramentas forneceram informações essenciais para a tomada de decisão dos comandantes em diferentes níveis.

A fase final contou com exercícios de tiro real e integração de vetores de combate terrestre e aéreo, incluindo apoio da Força Aérea Brasileira com aeronave A-29 Super Tucano, viaturas blindadas, carros de combate Leopard 1A5 e o sistema de foguetes e mísseis Astros. A Operação Atlas reafirmou o compromisso das Forças Armadas com o aperfeiçoamento contínuo de suas capacidades, alinhado aos objetivos estratégicos da Defesa Nacional.

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