Petista histórico foi agredido em casa e não resistiu aos ferimentos.
O ex-deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores (PT) Paulo Frateschi morreu na manhã desta quinta-feira (6), em São Paulo, após ser agredido pelo próprio filho, Francisco Frateschi, em sua residência no bairro da Lapa, zona oeste da capital. Segundo informações da Polícia Civil, o ex-parlamentar foi socorrido e levado ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu aos ferimentos provocados por uma facada. O local do crime foi isolado para perícia, e o caso está sendo investigado pelo 91º Distrito Policial.
Frateschi, figura histórica do PT, teve longa trajetória na política e na militância social. Durante o regime militar, foi preso e torturado em 1969 por sua atuação estudantil contra a ditadura. Mais tarde, participou da fundação do Partido dos Trabalhadores, ao qual permaneceu filiado desde os primeiros anos. Também exerceu o cargo de secretário municipal de Relações Governamentais nas gestões de Marta Suplicy e Fernando Haddad, além de ter presidido o diretório estadual do partido em São Paulo.
A notícia de sua morte gerou grande comoção entre lideranças políticas e militantes. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, lamentou a perda em mensagem publicada nas redes sociais. “Durante toda a sua trajetória, nosso companheiro demonstrou coragem, integridade e compromisso com o PT e pela busca de um país mais justo. Paulo Frateschi deixa um legado, marcado pela luta pela justiça e pela inclusão. Ele permanecerá vivo em nossos corações e nas ações que ele ajudou a inspirar”, afirmou.
Edinho também expressou solidariedade aos familiares e amigos. “A ausência do nosso querido Frateschi deixa uma lacuna irreparável entre amigos, familiares, companheiras e companheiros de luta. Manifestamos à família, aos amigos e a todos que com ele caminharam, a nossa mais sincera solidariedade. Paulo Frateschi presente, hoje e sempre.”
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também prestou homenagem ao ex-deputado, destacando sua trajetória política e seu papel na consolidação do PT.
“Ex-presidente estadual do PT em São Paulo e dirigente histórico do partido, foi defensor incansável da democracia, com coragem e determinação. Filiado ao partido desde os primeiros anos da legenda, exerceu mandato de deputado estadual e atuou em movimentos sociais em defesa dos trabalhadores e das liberdades públicas”, afirmou o ministro.
Haddad acrescentou ainda: “Foi secretário municipal de Relações Governamentais na minha gestão na Prefeitura de São Paulo, onde contribuiu com dedicação e excelência. Manifesto profunda solidariedade à companheira Yolanda, aos familiares e aos amigos.”
O corpo de Paulo Frateschi será velado e sepultado em São Paulo, em cerimônia restrita à família e a amigos próximos.